quarta-feira, julho 24, 2024

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NA CONTRAMÃO DAS DEEPFAKES: CONHEÇA QUATRO FORMAS DE UTILIZAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL DE FORMA SEGURA

Inteligência artificial é um mal a ser combatido? Devemos ou não usar? Existe alguma forma de utilizá-las de maneira segura? Perito em crimes digitais responde estas e outras perguntas.


Em um contexto em que as deepfakes levantam preocupações sobre manipulação de mídia e privacidade, como agora que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) anunciou uma medida preventiva que proíbe a Meta, empresa dona das redes sociais Facebook e Instagram, de usar dados de usuários brasileiros para treinar suas plataformas de inteligência artificial (IA), vale lembrar que a inteligência artificial (IA) não se resume apenas a ameaças; ela também oferece soluções inovadoras para mitigar esses riscos e promover um ambiente digital mais seguro.
 

“Ao mesmo tempo em que a Inteligência Artificial está sendo usada para aplicar golpes e disseminar fake news, ela também pode ser usada de maneira criativa em outras áreas, a usabilidade depende da necessidade e do caráter do usuário”, diz Wanderson Castilho, perito digital e CEO da E-netsec. “Em contrapartida ao crescimento das deepfakes, estamos testemunhando avanços significativos na saúde, educação e até mesmo na sustentabilidade, onde a IA ajuda a otimizar processos sem comprometer a integridade dos dados pessoais”, completa.
 

Contrariando a narrativa de potencial negativo, diversas aplicações de IA estão sendo desenvolvidas para promover benefícios tangíveis e éticos no dia a dia. No ramo da saúde, por exemplo, algoritmos de IA estão revolucionando diagnósticos médicos, permitindo análises precisas de imagens e predições personalizadas para tratamentos. Já no âmbito educacional, plataformas de aprendizado adaptativo utilizam IA para personalizar o método de ensino, beneficiando estudantes com conteúdo relevante e estratégias de aprendizagem sob medida de acordo com as individualidades de cada aluno.
 

Então por que existem tantas preocupações com o uso da IA? Wanderson responde. “O equilíbrio entre inovação e ética é crucial, mas tudo depende do fator humano. Como qualquer ferramenta, a Inteligência Artificial dispõe de um universo de tarefas, boas e ruins. Quem vai determinar o uso legal ou ilegal dessa ferramenta é o humano”, diz o perito.
 

Para exemplificar formas que a Inteligência Artificial pode ser útil no dia a dia, Wanderson elenca cinco funcionalidades. Confira:

  • Assistência em compras sustentáveis: Aplicativos de IA podem ajudar os consumidores a fazer escolhas mais sustentáveis ao analisar ingredientes, materiais e práticas de produção de produtos, fornecendo informações detalhadas sobre impactos ambientais e sociais.
  • Planejamento de viagens personalizado: Sem tempo para planejar o roteiro turístico das férias? Agentes virtuais baseados em IA podem recomendar itinerários personalizados com base nas preferências individuais de viagem, otimizando rotas, sugerindo acomodações e atividades de acordo com interesses pessoais.
  • Mediação de conflitos online: Para aqueles que precisam de um ombro amigo, plataformas de mediação online com IA podem facilitar a resolução de disputas de forma imparcial e eficiente, analisando argumentos e sugestões de resolução baseadas em dados históricos.
  • Suporte na gestão de finanças pessoais: Sente que está gastando demais? Os aplicativos de IA podem ajudar indivíduos a gerenciar suas finanças pessoais, oferecendo insights sobre hábitos de consumo, sugerindo orçamentos personalizados e estratégias de economia, mantendo informações financeiras protegidas através de criptografia e práticas de segurança.
     

“A Inteligência Artificial não é uma inimiga, muito pelo contrário, ela precisa estar presente em nosso dia a dia e precisamos entender como ela funciona para nos conectarmos ao futuro da tecnologia. Usá-la com sabedoria e cautela são formas de mitigarmos os danos que podem vir a partir delas, como a deepfake”, finaliza Wanderson.
 

Saiba mais sobre Wanderson CastilhoCom mais de 5 mil casos resolvidos, o perito cibernético e físico, utiliza estratégias de detecção de mentiras e raciocínio lógico para interpretar os algoritmos dos crimes digitais. Autor de quatro livros importantes no segmento e há 30 anos no mercado, Wanderson Castilho refaz os passos dos criminosos virtuais para desvendar a metodologia empregada no crime digital. Certificado pelo Instituto de Treinamento de Análise de Comportamento (BATI) da Califórnia, responsável por treinar mais de 30 mil agentes policiais, entre eles profissionais do FBI, CIA e NSA. Também possui certificados em Certified Computing Professional – CCP – Mastery, Expert in Digital Forensics, é membro da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners). E sua recente certificação como Especialista em investigação de criptomoedas pelo Blockchain Intelligence Group, ferramenta usada pelo FBI, o coloca hoje em um patamar de um dos maiores profissionais em crimes digitais do mundo sendo um dos especialistas mais cotados para resolver crimes cibernéticos.

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