quarta-feira, maio 13, 2026

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Fígado, seis refeições e até sobremesa antes do almoço: o que os craques do futebol comem para manter o corpo 

“Muitos jogadores vivem em dieta praticamente o ano inteiro para manter performance”, afirma a chef Cândida Batista

Seis refeições por dia, cortes radicais de açúcar, fígado bovino e até sobremesa antes do prato principal fazem parte da rotina alimentar de alguns dos maiores jogadores do futebol mundial. O assunto chamou atenção da chef brasileira Cândida Batista, que vive há 20 anos na Europa e atualmente integra a equipe de um restaurante selecionado pelo Guia Michelin em Viena, na Áustria. Acostumada ao ambiente rigoroso da alta gastronomia europeia, ela analisou hábitos alimentares adotados por atletas como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Robert Lewandowski e Erling Haaland, além do crescimento do papel dos chefs particulares dentro da rotina esportiva de elite.

Cristiano Ronaldo talvez seja o caso mais conhecido quando o assunto é disciplina alimentar. O jogador já revelou que costuma dividir a alimentação em até seis refeições menores ao longo do dia, priorizando proteínas magras, vegetais e carboidratos integrais. Entre os pratos favoritos do português está o tradicional bacalhau à Brás, além do consumo frequente de peixes. Ex-chefs ligados à rotina do atleta também afirmaram que Ronaldo evita açúcar e alimentos ultraprocessados mesmo fora das temporadas de competição. “Coma regularmente”, já declarou o jogador ao comentar os hábitos que mantém ao longo da carreira.

Messi também mudou completamente a alimentação ao longo dos anos. O argentino já admitiu que consumia refrigerante e comidas consideradas inadequadas para atletas antes de iniciar uma reeducação alimentar baseada em vegetais, azeite de oliva e refeições mais leves. A mudança aconteceu após o jogador começar a trabalhar com o nutricionista italiano Giuliano Poser, responsável por adaptar sua rotina alimentar durante uma das fases mais importantes da carreira. Para Cândida Batista, o futebol moderno transformou completamente a relação dos atletas com a comida. “Hoje muitos jogadores tratam a alimentação quase como parte do treino”, explica.

Outro caso que chamou atenção da chef foi o de Robert Lewandowski, conhecido por um hábito considerado incomum até entre nutricionistas esportivos. O atacante já contou que prefere comer a sobremesa antes do prato principal porque acredita que isso melhora a digestão dos doces. Já Erling Haaland virou assunto após revelar o consumo frequente de fígado e coração bovino dentro de uma dieta de aproximadamente seis mil calorias diárias. “Você não come isso, mas eu me preocupo em cuidar do meu corpo”, afirmou o atacante em um documentário sobre sua rotina.

Segundo Cândida Batista, muitos jogadores europeus passaram a montar equipes particulares para controlar a alimentação até fora dos clubes, incluindo chefs privados responsáveis por cardápios específicos para treino, recuperação muscular e períodos de descanso. Um dos nomes mais conhecidos nesse universo é o chef Jonny Marsh, que ganhou notoriedade ao desenvolver cardápios personalizados para atletas da Premier League de acordo com objetivos físicos e intensidade dos treinamentos.

Para a chef brasileira, a alimentação dos grandes jogadores deixou de ser apenas uma questão de estética e passou a funcionar como parte estratégica da carreira esportiva. “A cozinha desses jogadores virou quase uma extensão da academia”, conclui.

Créditos: CO – Assessoria | @hi_candida

Fotos: @cristiano | @leomessi

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