Cólicas, sangramento e retorno da menstruação estão entre as principais dúvidas de mulheres que passam pela aspiração uterina
Passar por uma perda gestacional ou precisar realizar um procedimento de esvaziamento uterino costuma ser um momento delicado e cercado de dúvidas. Entre os procedimentos indicados nesses casos está a AMIU, sigla para Aspiração Manual Intrauterina, método utilizado para retirada do conteúdo uterino em situações como abortamento espontâneo e retenção de restos ovulares.
Apesar de ser cada vez mais adotada em protocolos médicos, a técnica ainda gera insegurança entre pacientes, principalmente sobre a recuperação do corpo após sua realização.
Segundo a Dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra parceira da DKT South America, após a AMIU o útero inicia um processo natural de recuperação e contração, semelhante ao que acontece após um aborto espontâneo ou parto em fases iniciais da gestação.
“É comum sentir cólicas leves ou moderadas e apresentar sangramento por alguns dias após o procedimento. Esses sintomas fazem parte do processo de recuperação do útero e tendem a diminuir progressivamente”, explica.
A AMIU é realizada por meio de aspiração, com uso de uma cânula e aspirador manual para retirada do conteúdo uterino. Por não envolver raspagem, a técnica costuma provocar menor manipulação da cavidade uterina e tem sido recomendada pela Organização Mundial da Saúde em casos específicos de perdas gestacionais iniciais.
Nos primeiros dias após o procedimento, especialistas orientam alguns cuidados básicos, como evitar relações sexuais temporariamente, não utilizar absorventes internos ou coletores menstruais e respeitar o período de recuperação indicado pelo médico.
Além disso, é importante observar sinais de alerta. Febre, dor intensa, sangramento muito volumoso ou corrimento com odor forte devem ser avaliados rapidamente, pois podem indicar complicações ou infecção.
Outra dúvida frequente envolve a volta da menstruação. Segundo orientações do Ministério da Saúde, o ciclo menstrual costuma retornar entre quatro e oito semanas após a realização da AMIU, embora esse intervalo possa variar de acordo com fatores hormonais e individuais.
A fertilidade também pode retornar rapidamente. Por isso, mulheres que não desejam engravidar novamente logo após o procedimento devem conversar com o ginecologista sobre métodos contraceptivos adequados.
Para Dra. Larissa, informação clara faz diferença nesse processo. “Muitas pacientes chegam com medo de que o útero tenha sido prejudicado ou de que não consigam engravidar no futuro. Quando realizada corretamente e com acompanhamento adequado, a recuperação costuma acontecer de forma satisfatória”, afirma.
Falar sobre AMIU de forma acessível também ajuda a reduzir tabus e acolher mulheres que estão atravessando um momento sensível. Com orientação médica e acompanhamento adequado, o corpo tende a se recuperar gradualmente, respeitando o tempo físico e emocional de cada paciente.
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Sobre a DKT South America
A DKT South America atua de forma efetiva para conscientizar a população sobre a importância do uso de métodos contraceptivos, na Prevenção de ISTs e HIV/AIDS e Gravidezes Indesejadas. Atuando no Brasil e demais países da América do Sul, a empresa é líder em Planejamento Familiar e acredita que todas as crianças devem ser desejadas, para isso casais devem ter acesso e liberdade de escolha entre os métodos contraceptivos. Ao longo do mundo, a DKT está presente em mais de 100 países levando o planejamento familiar para regiões vulneráveis e distantes. Para saber mais, acesse o site e conheça também as demais plataformas de DKT: DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.

