quinta-feira, maio 21, 2026

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Além dos influenciadores: marcas apostam em pessoas comuns para gerar conteúdo e impulsionar vendas

Comunidades próprias e produções espontâneas ganham espaço nas estratégias de marketing em busca de mais autenticidade

Empresas têm ampliado o uso de consumidores comuns como parte de suas estratégias de marketing digital, em um movimento que busca aumentar a identificação com o público e reduzir a dependência de grandes influenciadores. A prática acompanha o crescimento do chamado UGC (User Generated Content), formado por materiais produzidos pelos próprios usuários, como vídeos, avaliações e relatos sobre produtos. Segundo dados da Statista (2025), 76% dos profissionais de marketing apontam conteúdos gerados por usuários como um dos principais formatos para gerar autenticidade e engajamento, o que tem levado companhias a revisar seus modelos de comunicação.

É nesse contexto que a Allright, marca brasileira de cuidados pessoais voltada ao bem-estar e à longevidade feminina, estruturou a Allright Ritual Society, uma comunidade voltada para creators e interessados em compartilhar experiências reais com os produtos da companhia. A iniciativa surgiu a partir da necessidade de ampliar a produção de materiais com maior proximidade do cotidiano do consumidor. Ao invés de centralizar campanhas em influenciadores, a Allright passou a incentivar a participação de usuários na criação de publicações para redes sociais, com linguagem mais natural e estética menos produzida.

Criada a partir de uma experiência pessoal da fundadora Livia Remy, que vivenciou mudanças na pele relacionadas aos sintomas da pré-menopausa, a companhia projeta alcançar mais de 200 pontos físicos de venda até o fim de 2026. A empresária identificou a falta de um produto voltado para corpo e rosto, usado no banho, que unisse hidratação, cuidado da pele e experiência sensorial. Hoje, o principal destaque do portfólio é uma mousse de banho formulada com ativos como ácido hialurônico, niacinamida e vitamina E, além de fórmula vegana, cruelty free e livre de parabenos e alumínio.

Segundo a CEO da Allright, a estratégia de aproximar consumidores reais da comunicação acompanha uma busca crescente por conteúdos mais espontâneos e identificáveis nas redes sociais. “Quando o conteúdo vem do dia a dia, a recomendação acontece de forma mais natural, circula entre amigos e familiares e cria um efeito em cadeia que atinge pessoas com maior identificação”, afirma a executiva.

O programa funciona como uma base própria de creators. Os participantes, maiores de 18 anos, com mais de 2.500 seguidores no Instagram ou TikTok e com olhar estético e criatividade para produção de conteúdo, recebem produtos para criação de materiais, além de benefícios como vouchers, códigos de desconto personalizados e possibilidade de comissão sobre vendas realizadas por meio de links afiliados, podendo ainda ganhar visibilidade nos canais oficiais e participar de ações da companhia. “A adoção desse modelo permite ampliar o volume de publicações sem depender de grandes campanhas. Com múltiplos criadores atuando, a comunicação ganha diversidade de formatos e linguagens, ao mesmo tempo em que reduz custos de produção. Esses materiais tendem a seguir uma estética mais simples, geralmente produzidos com celular e com menor nível de edição, o que reforça a percepção de naturalidade e proximidade por parte do público”, compartilha.

Movimento reflete mudança no consumo

Esse cenário está ligado à forma como as pessoas passaram a absorver conteúdos nas redes sociais. De acordo com pesquisa da Nielsen (2023), 92% dos consumidores confiam mais em recomendações de outras pessoas do que em publicidade tradicional. “Hoje, mesmo com investimento em grandes influenciadores, não há garantia de atingir o público certo. Fatores como saturação, excesso de publicidade e desalinhamento de audiência têm levado negócios a buscar formatos mais próximos da realidade das pessoas”, afirma a executiva.

A tendência é que companhias combinem diferentes perfis dentro da estratégia, utilizando grandes nomes para ampliar alcance e creators menores para fortalecer a conexão com nichos específicos. “Esse movimento mostra uma mudança na lógica da comunicação. Os usuários deixam de ser apenas receptores e passam a atuar como produtores de conteúdo, participando de forma mais ativa da construção da narrativa”, conclui a empresária.

Sobre a Allright

Com o propósito de transformar o banho no melhor momento do dia, unindo leveza e autocuidado sensorial, nasce a Allright, marca brasileira de skincare voltada ao bem-estar feminino e desenvolvida especialmente para peles maduras. Idealizada a partir de uma experiência pessoal da fundadora Livia Remy, que enfrentou sensibilidade cutânea, a Allright desenvolveu um mousse de banho multifuncional, dermatologicamente testado, que limpa, hidrata e trata a pele, com ativos como ácido hialurônico, niacinamida e vitamina E, resultado de mais de dois anos de pesquisa focada nas necessidades da mulher acima dos 35 anos. Com fórmula 100% vegana, sem parabenos, sem alumínio e cruelty free, substitui o sabonete tradicional enquanto contribui para a hidratação do corpo. A marca está disponível para todo o Brasil via e-commerce e também no varejo físico em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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