sexta-feira, julho 3, 2026

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Copa do Mundo reacende paixão pelo esporte e expõe riscos do “atleta de fim de semana”

Ortopedista orienta sobre lesões, riscos cardiovasculares e os cuidados necessários para retomar a atividade física após os 50 anos

Grandes eventos esportivos costumam inspirar milhões de brasileiros a sair do sofá e voltar a praticar atividades físicas. Com a chegada da Copa do Mundo e das temperaturas mais amenas em diversas regiões do país, cresce a procura por caminhadas, corridas, pedaladas e partidas de futebol entre amigos. O problema surge quando o entusiasmo supera o preparo físico.

Esse comportamento é característico dos chamados “atletas de fim de semana”, pessoas que mantêm uma rotina predominantemente sedentária e concentram a prática de esportes e exercícios físicos apenas nos dias de folga. Segundo o Dr. Diogo Leal, ortopedista da MedSênior, a falta de preparo adequado pode transformar uma atividade benéfica em um fator de risco para a saúde.

“O organismo precisa de adaptação gradual. Quando alguém passa longos períodos sem se exercitar e tenta compensar isso com atividades intensas, o risco de lesões e complicações aumenta consideravelmente. A prática regular e progressiva é muito mais segura e eficiente do que esforços concentrados em um curto período”, afirma.

A atenção deve ser ainda maior após os 50 anos. Com o avanço da idade, ocorrem mudanças naturais no organismo, como a redução da massa muscular, da flexibilidade e da capacidade de recuperação dos tecidos, além do desgaste progressivo das articulações. Esses fatores tornam o corpo mais suscetível a lesões quando a prática esportiva é iniciada ou retomada sem preparo adequado.

Lesões mais frequentes

Entre os problemas observados com maior frequência estão distensões musculares, tendinites, lesões nos joelhos, dores lombares, fascite plantar e lesões nos ombros.

Exercícios que envolvem arrancadas, mudanças bruscas de direção, saltos ou impactos repetitivos costumam representar maior risco para pessoas sem condicionamento adequado.

“Uma partida de futebol, por exemplo, pode parecer uma atividade recreativa, mas exige aceleração, desaceleração, força muscular, coordenação e resistência cardiovascular. Quando não existe preparo prévio, a chance de lesão aumenta significativamente”, destaca o ortopedista.

Dor normal ou sinal de alerta?

Sentir algum desconforto muscular após a prática de exercícios é esperado, especialmente para quem está retomando uma rotina ativa. No entanto, alguns sintomas exigem atenção.

Segundo Diogo Leal, dores musculares difusas que melhoram em poucos dias costumam fazer parte do processo de adaptação do organismo. Já dores intensas, persistentes ou localizadas, principalmente quando acompanhadas por inchaço, limitação de movimentos ou dificuldade para apoiar o peso do corpo, devem ser avaliadas por um profissional.

“Existe uma diferença importante entre a dor muscular tardia, que costuma surgir após o exercício e desaparecer gradualmente, e os sintomas que podem indicar uma lesão. Ignorar sinais de alerta pode agravar o quadro e prolongar o tempo de recuperação”, explica.

Volte a se exercitar com segurança

Para quem deseja retomar uma rotina ativa, a recomendação é começar gradualmente, respeitando os limites individuais e priorizando a regularidade. O fortalecimento muscular, os exercícios de mobilidade e os alongamentos também desempenham papel importante na prevenção de lesões, especialmente para quem pretende praticar modalidades que exigem maior impacto.

Muitas pessoas associam atividades de impacto, como a corrida, ao processo de emagrecimento. No entanto, segundo o ortopedista, essa relação nem sempre deve ser feita dessa forma. “Muitos pacientes querem correr ou praticar atividades de impacto para emagrecer. E, em alguns casos, o processo deve ser o inverso, já que algumas modalidades exigem um preparo maior para que a pessoa não se lesione. Então, você não corre para emagrecer; você emagrece para poder correr com segurança”, explica Diogo Leal.

Além dos cuidados ortopédicos, o retorno à atividade física após longos períodos de sedentarismo também deve considerar a saúde cardiovascular. Pessoas com hipertensão, diabetes, histórico de doenças cardíacas ou outros fatores de risco devem buscar orientação médica antes de iniciar atividades de maior intensidade. 

“A avaliação médica permite identificar limitações, orientar a intensidade adequada dos exercícios e tornar a prática mais segura, reduzindo riscos desnecessários”, ressalta o especialista.

O médico destaca que não é necessário praticar atividades em alta intensidade para obter benefícios à saúde. Caminhadas, exercícios de fortalecimento muscular e atividades realizadas de forma regular já contribuem para a manutenção da mobilidade, da autonomia e da qualidade de vida.

Cinco cuidados para reduzir o risco de lesões ao retomar a prática de exercícios

  • Realizar avaliação médica antes de iniciar exercícios mais intensos;
  • Aumentar a carga de treino de forma gradual;
  • Incluir exercícios de fortalecimento muscular na rotina;
  • Respeitar períodos de descanso e recuperação;
  • Interromper a atividade e buscar orientação profissional diante de dores persistentes ou sintomas incomuns.

“O mais importante não é ter um desempenho de atleta no fim de semana, mas construir uma rotina ativa ao longo do tempo. É a regularidade que contribui para a saúde, a mobilidade e a qualidade de vida”, conclui o ortopedista.

Sobre a MedSênior

A MedSênior é uma operadora de saúde especializada no atendimento ao público a partir dos 49 anos, com foco em medicina preventiva e no conceito do Bem Envelhecer. Seu modelo de cuidado é baseado na excelência do atendimento humanizado, personalizado e multidisciplinar, tendo como compromissos a promoção da autonomia, qualidade de vida e da longevidade saudável – tudo isso aliado à inovação e ao acompanhamento integrado da jornada do paciente.

Com 16 anos de atuação e com 45 unidades próprias em sete estados e no Distrito Federal, além de uma ampla rede credenciada, a empresa tem a tecnologia como aliada para oferecer serviços que proporcionam qualidade de vida real aos seus mais de 290 mil beneficiários.

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