segunda-feira, julho 6, 2026

Últimas Notícias

Especialistas alertam para os riscos do edredom guardado e a importância da lavagem correta 

Com o início do inverno, peças que saem do armário cheias de ácaros e fungos exigem higienização profunda para evitar crises alérgicas

Com a chegada do inverno e a consequente queda nas temperaturas, o uso de edredons e cobertas torna-se indispensável nas residências, mas o hábito de retirar essas peças diretamente do armário após meses sem uso acende um alerta para a saúde respiratória. Especialistas apontam que o armazenamento prolongado em locais fechados transforma esses tecidos grossos no ambiente ideal para o acúmulo de poeira, ácaros e fungos, fazendo com que a recomendação técnica para mitigar os riscos de crises alérgicas seja uma higienização profunda antes do primeiro uso na estação.

A médica alergista Dra. Ariana Yang explica que essas peças podem acumular poeira, ácaros e fragmentos desses organismos, além de favorecer o crescimento de fungos quando guardadas em locais úmidos. A exposição a esses alérgenos é o que desencadeia os sintomas em pessoas predispostas. “Ao puxar uma coberta do armário e usá-la sem uma lavagem prévia, a pessoa inala uma alta carga de alérgenos que provocam espirros frequentes, coriza, coceira nos olhos e congestão nasal. Para quem já convive com asma ou rinite alérgica, esse contato pode evoluir para crises respiratórias mais graves, comprometendo a qualidade do sono”, alerta.

Embora o cuidado com as roupas faça parte da rotina das famílias, as características climáticas do inverno e a estrutura física das peças exigem processos específicos de higienização. O diretor da Maria Lavadeira, André Belarmino, detalha que o manejo doméstico de itens volumosos esbarra em limitações técnicas de espaço e secagem, fatores que diferenciam o tratamento profissional do caseiro. “As máquinas profissionais contam com um sistema de centrifugação de alta performance que extrai a água de forma eficaz sem torcer o tecido, o que protege a fibra e evita que o enchimento interno fique deformado ou embolado. Além disso, o grande diferencial no frio está na secagem: as secadoras industriais utilizam a temperatura ideal para eliminar toda a umidade interna de maneira rápida, impedindo que a peça fique exposta ao tempo por dias e favorecendo o aparecimento de mofo e odores decorrentes da umidade”, pontua Belarmino.

Para manter o ambiente protegido durante toda a estação fria, a Dra. Ariana esclarece que a frequência da lavagem depende do uso, da presença de alergias respiratórias e das condições de armazenamento, pontuando que manter essas peças limpas ao longo do inverno reduz a exposição aos alérgenos. Belarmino sugere, como recomendação operacional da lavanderia, que os edredons passem por uma limpeza profissional a cada 30 ou 45 dias.

De qualquer forma, a higienização deve ser repetida antes de guardar o enxoval ao término do inverno, já que o armazenamento de tecidos com resíduos corporais invisíveis ou umidade residual favorece o surgimento de mofo a longo prazo. Diante disso, a recomendação final para os períodos de recolhimento é substituir os sacos plásticos comuns por capas de TNT, garantindo que a fibra respire adequadamente até a próxima temporada de frio.

Sobre o Grupo Maria

Com mais de dez anos de experiência no setor de limpeza, o Grupo Maria se consolidou como referência no mercado, oferecendo soluções em lavagem profissional, lavanderia de autosserviço, higienização e impermeabilização de estofados, por meio das três marcas da companhia: Maria Lavadeira, Maria Express e Maria Higieniza.

Latest Posts

MAIS VISTAS