Sem vaga na Defensoria e sem dinheiro para advogado, milhões de brasileiros ficam presos a um casamento encerrado, e só descobrem o preço dessa espera quando já é tarde
Segundo o IBGE, para cada 100 casamentos registrados no Brasil, cerca de 45,7 terminam em divórcio. No entanto, esse dado representa apenas a ponta do iceberg. Por trás dos números frios e dos processos que tramitam em cartórios, há uma parcela silenciosa de pessoas que estão separadas apenas de corpo. Essas pessoas enfrentam anos, às vezes décadas, sem conseguir pagar os custos do divórcio legal. O que resta para essas pessoas é um limbo civil doloroso, que impede sonhos, prende patrimônios, bloqueia direitos e aprofunda as desigualdades que já enfrentam. Por trás de cada número, há histórias reais, cheias de esperança, luta e frustração, esperando por um desfecho mais justo.
As consequências desse limbo são mais graves do que parecem. Do ponto de vista jurídico, a interrupção da convivência não finaliza a sociedade conjugal nem os efeitos legais do casamento. Enquanto o divórcio não for formalizado, os bens obtidos durante a separação informal podem ser repartidos com o ex-cônjuge, especialmente no regime de comunhão parcial de bens. Se um dos dois falecer sem que a dissolução tenha sido oficializada, o outro poderá herdar parte do patrimônio, mesmo estando separados há anos.
A falta de formalização também pode dificultar a venda de bens, obstruir financiamentos, complicar a abertura de empresas e gerar inseguranças em contratos e escrituras. Há ainda o risco de pedidos de pensão alimentícia, já que o vínculo matrimonial permanece legalmente ativo, e, enquanto o casamento anterior não for dissolvido, nenhum dos dois pode contrair novo matrimônio civil.
Laura França Bubniak, cofundadora da Separa Online, reforça: “O divórcio é um recomeço financeiro tanto quanto um recomeço pessoal. Um processo rápido reduz o sofrimento e preserva o patrimônio para seguir em frente.”
O gargalo do acesso à Justiça
Mas quem deveria garantir esse acesso, o sistema público, não tem dado conta da demanda. Segundo a Pesquisa Nacional da Defensoria Pública de 2025, 37,2 milhões de brasileiros não têm acesso à assistência jurídica gratuita fornecida pela Defensoria Pública. Desse total, 34,2 milhões são economicamente vulneráveis, com renda familiar de até três salários mínimos, e sem condições reais de contratar um advogado particular. Em síntese, cerca de 17,6% da população brasileira está potencialmente à margem do sistema de Justiça, impedida de reivindicar seus próprios direitos.
É nesse vácuo que a tecnologia surge como caminho para a inclusão jurídica. A Separa Online conduz o processo de divórcio integralmente pelo celular, com atendimento via WhatsApp por advogados parceiros inscritos na OAB, pagamento parcelado e início médio de três dias após o primeiro contato, contra 30 dias no modelo tradicional. Com mais de 12 mil atendimentos realizados, taxa de conclusão superior a 96% em até uma semana e 97% de clientes satisfeitos, a empresa transforma o que costuma ser um processo longo e desgastante em algo acessível e humanizado. “Sabemos que o fim de um casamento envolve emoções e burocracias. Por isso, criamos uma maneira mais leve, acessível e tranquila de passar por esse momento”, conclui Bubniak.
Para mais informações: www.separaonline.com.br.

