Educadora financeira da Rico mostra como a coleção de figurinhas pode ajudar famílias a ensinarem planejamento, consumo consciente e organização financeira para crianças durante a febre do álbum de 2026
Bandeirinhas nas janelas, crianças reunidas em volta da mesa e a ansiedade a cada novo pacotinho aberto. Com a chegada do álbum de figurinhas de 2026, a tradicional febre da coleção voltou a movimentar famílias brasileiras e reacendeu memórias afetivas entre adultos e crianças. Mas, junto com a diversão, também surge um alerta importante: os pequenos gastos recorrentes podem pesar no orçamento familiar quando não há planejamento.
Segundo levantamento presente no material produzido pela Rico, dois pacotinhos por dia durante três meses podem ultrapassar R$ 1.200 em gastos. A proposta é justamente mostrar como o álbum pode se transformar em uma ferramenta prática de educação financeira dentro de casa, estimulando conversas sobre planejamento, consumo consciente e limites de gastos.
“O álbum oferece lições lúdicas sobre paciência, troca justa e estratégia – tudo isso enquanto a garotada se diverte e faz novos amigos”, afirma Thaisa Durso, educadora financeira da Rico.
De olho no impulso: diversão também exige planejamento
Entre as principais orientações está a definição de um limite de compras logo no início da coleção, seja por quantidade de pacotes ou valor semanal destinado às figurinhas. A ideia é evitar compras impulsivas motivadas pela euforia da coleção e pelas figurinhas raras, que acabam incentivando um sentimento de urgência e o medo de ficar de fora.
A recomendação é que pais e filhos combinem previamente quanto poderá ser gasto com os pacotes, criando uma dinâmica mais saudável e previsível para a brincadeira. O uso da mesada, quando houver, também pode ajudar as crianças a aprenderem sobre priorização e organização do dinheiro.
“Muitas vezes, uma pequena pausa antes de comprar mais pacotes já ajuda a criança a entender que dá para continuar colecionando sem pressa, apreciando cada conquista”, destaca Thaisa.
Trocas de figurinhas ajudam a ensinar negociação e estratégia
A análise também destaca o papel das trocas de figurinhas como parte importante da experiência. Além de reduzir os custos da coleção, os encontros entre crianças ajudam no aprendizado sobre negociação, escassez, oferta e demanda.
Guardar figurinhas repetidas para trocar com amigos ou participar de encontros de colecionadores se torna uma forma prática de estimular planejamento e colaboração.
“Negociar ‘duas comuns por uma difícil’ vira exercício de argumentação e planejamento”, afirma a educadora financeira da Rico.
O material ainda reforça que o álbum pode ensinar lições importantes sobre persistência, paciência e tomada de decisão, principalmente quando a criança precisa lidar com repetidas ou aprender a esperar o momento certo para completar a coleção.
Pequenos gastos podem gerar grande impacto no orçamento
Outro ponto abordado é o impacto dos chamados pequenos gastos. Apesar de um pacote parecer barato individualmente, o efeito acumulado ao longo dos meses pode representar despesas relevantes no orçamento familiar.
O estudo traz uma simulação comparando o gasto de R$ 1.200 com figurinhas e o valor que esse montante poderia atingir se investido em um título atrelado à Selic, considerando a taxa média dos últimos 10 anos.
| Prazo | Se gasto com figurinhas | Se investido no Tesouro Selic (líquido) |
| 1 ano | R$ 1.200,00 | R$ 1.295,04 |
| 5 anos | R$ 1.200,00 | R$ 1.793,07 |
| 10 anos | R$ 1.200,00 | R$ 2.730,97 |
“Os juros compostos fariam esse dinheiro mais do que dobrar em uma década enquanto a quantia gasta nas figurinhas simplesmente não volta para o bolso da família”, explica Thaisa Durso.
A recomendação é que as famílias priorizem trocas ao longo da coleção e evitem compras aleatórias principalmente na reta final do álbum. O material também reforça que planejamento e disciplina não precisam tirar a diversão da experiência.
“No fim das contas, ninguém precisa demonizar o álbum de figurinhas ou o futebol. A coleção pode se tornar uma das melhores ‘salas de aula’ de educação financeira que uma criança já frequentou, desde que haja acompanhamento e limites claros”, conclui a educadora financeira da Rico.

