Início Estilo de Vida Saúde Setembro Verde: seis mitos e verdades sobre doação de órgãos; especialista esclarece

Setembro Verde: seis mitos e verdades sobre doação de órgãos; especialista esclarece

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Dr. Lucas Nacif, membro da ABTO, explica as principais dúvidas que impedem avanço da cultura de doação no Brasil

O Setembro Verde é o mês de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. No Brasil, cerca de 80 mil pessoas aguardam por um transplante, enquanto mais de 31 mil procedimentos foram realizados em 2025. Apesar dos avanços, o país ainda enfrenta uma taxa de recusa familiar de aproximadamente 45% como principal barreira para salvar vidas.

O Dr. Lucas Nacif, cirurgião do aparelho digestivo e membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), esclarece os principais equívocos que cercam o tema e reforça: “A doação de órgãos é um ato de solidariedade que pode transformar vidas. Para que essa cultura se fortaleça, é fundamental que cada pessoa converse com sua família sobre a decisão de se tornar doador”.

Abaixo, o especialista derruba os principais mitos e esclarece a verdade por trás da doação de órgãos:

“Existe privilégio na fila de transplantes” 

Mito: O Sistema Nacional de Transplantes mantém uma lista única e transparente para todos os pacientes brasileiros, independentemente de estarem em hospitais públicos ou privados. “Muitas pessoas acreditam que existe algum tipo de privilégio nos transplantes, mas a realidade é completamente diferente. A lista única nacional é um dos sistemas mais justos que temos na medicina brasileira”, explica Dr. Lucas Nacif.

“A fila de transplantes segue apenas ordem cronológica”

Mito: Segundo o especialista, a prioridade considera múltiplos fatores além da ordem de inscrição. “Pacientes em estado mais grave podem subir na lista, assim como aqueles com maior compatibilidade com o órgão disponível. O sistema também considera a distância entre doador e receptor, já que alguns órgãos, como o coração, têm poucas horas de viabilidade fora do corpo.” 

“Idade avançada ou histórico de vícios impedem automaticamente a doação”

Mito: Estes fatores podem ser limitadores, mas não impedem automaticamente a doação. “Fatores como idade avançada, histórico de tabagismo, uso de drogas ou consumo excessivo de álcool podem ser limitadores, mas não impedem automaticamente a doação. A decisão final sempre cabe à equipe médica especializada”, explica o médico transplantador.

“A família é quem autoriza a doação”

Verdade: Mesmo que você tenha o desejo de ser doador, é fundamental comunicar essa decisão à sua família, pois ela é quem autoriza o procedimento no momento do falecimento. E de acordo com o Dr. Nacif: “A necessidade de diálogo sobre doação de órgãos nunca foi tão evidente.”

“Um único doador pode salvar até 10 vidas”

Verdade: Após morte encefálica, é possível doar coração, fígado, rins, pâncreas, pulmões, intestino, córneas e tecidos. Também existe a doação em vida para órgãos duplos como rins, parte do fígado e medula óssea.

“Todo doador passa por avaliação criteriosa”

Verdade: Tanto doadores em vida quanto após morte encefálica passam por rigorosa avaliação médica. “Todo doador em vida passa por uma avaliação completa para garantir que a doação será segura tanto para ele quanto para o receptor. No caso da doação após morte encefálica, a avaliação é feita por equipes especializadas, considerando diversos critérios técnicos”, finaliza Dr. Lucas Nacif.

Saiba mais sobre o Dr. Lucas Nacif: Médico gastroenterologista com especialidade em cirurgia geral e do aparelho digestivo. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreáticas e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. O especialista é membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e está disponível para abordar temas relacionados ao aparelho digestivo, desde doenças, como  gordura no fígado; câncer colorretal;  doenças inflamatórias intestinais; pancreatite  até cirurgias e transplantes em geral.  Link e www.instagram.com/dr.lucasnacif_gastrocirurgia/

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