Exus e Pombagiras estão entre as entidades espirituais mais conhecidas e, ao mesmo tempo, mais incompreendidas da espiritualidade brasileira. Cercados por mitos, preconceitos e informações distorcidas, eles costumam ser associados de forma equivocada ao mal ou a práticas negativas.
A Sacerdotisa Matildes explica que, dentro da tradição que segue, Exus e Pombagiras são inteligências espirituais que atuam como agentes de transformação, auxiliando aqueles que buscam evolução, proteção e fortalecimento pessoal.
Segundo ela, cada entidade possui uma atuação específica, mas, de forma geral, pode contribuir para diferentes aspectos da vida quando o trabalho espiritual está alinhado ao merecimento e ao comprometimento da própria pessoa.
Entre as principais formas de atuação estão:
• Quebra de padrões negativos: auxiliam na identificação e no rompimento de comportamentos repetitivos, relações destrutivas e bloqueios que impedem o crescimento.
• Fortalecimento da autoestima: ajudam a desenvolver autoconfiança, coragem para tomar decisões e consciência do próprio valor.
• Proteção espiritual: trabalham na defesa contra influências espirituais nocivas, inveja, demandas e energias consideradas desequilibradas dentro da tradição.
• Prosperidade: favorecem disciplina, foco, oportunidades e mudanças de postura que podem abrir novos caminhos para a vida financeira e profissional.
• Abertura de caminhos: removem obstáculos espirituais e energéticos, permitindo que oportunidades possam ser melhor aproveitadas por quem também faz sua parte no plano material.
• Equilíbrio emocional: auxiliam no fortalecimento interior para enfrentar desafios, superar medos, controlar impulsos e desenvolver maior estabilidade diante das dificuldades.
Para a Sacerdotisa Matildes, um dos maiores equívocos é acreditar que Exus e Pombagiras existem para resolver problemas de forma instantânea ou realizar desejos sem esforço.
“Eles não substituem as escolhas, o trabalho e a responsabilidade de cada pessoa. São forças espirituais que orientam, fortalecem e impulsionam processos de transformação, mas a mudança depende também da postura de quem busca esse auxílio.”
