Hoje graduanda em enfermagem, Larissa Moog encontrou na área da saúde um novo caminho profissional

Foi a partir da experiência mais difícil de sua vida que a curitibana Larissa Moog decidiu mudar os rumos da própria trajetória profissional. Ao acompanhar de perto o tratamento da filha, diagnosticada ainda criança com uma reação alérgica rara e grave, ela descobriu uma vocação que a levou não apenas a atuar na área da saúde, mas também a ingressar na graduação em enfermagem.
Em 2013, a menina, então com apenas dois anos e onze meses, foi diagnosticada com a Síndrome de Stevens-Johnson, doença rara que provoca a perda de pele e mucosas, podendo atingir até órgãos internos.
Em poucos dias, mais de 90% do corpo da criança foi comprometido. Era Carnaval, os hospitais estavam lotados e, apesar dos esforços médicos, os primeiros tratamentos não apresentaram os resultados esperados.
A história mudou quando Valentina recebeu doações de um curativo especial, uma membrana regeneradora utilizada para substituir temporariamente a pele e auxiliar no processo de cicatrização. “Depois disso, em apenas 11 dias minha filha estava recuperada”, relata Larissa.
A recuperação da menina surpreendeu a família. Aos poucos, a pele começou a se regenerar e, durante todo o processo, Larissa mergulhou no universo do cuidado e da assistência em saúde.
Buscou entender o funcionamento do tratamento, acompanhou orientações técnicas e passou a se interessar cada vez mais pela área. E o que começou como uma vivência marcada pelo instinto materno acabou despertando uma nova vocação.
Depois de viver dias de angústia ao lado da filha Valentina e de se aprofundar tão intensamente no assunto, Larissa encontrou no cuidado ao próximo um novo propósito. “A Membracel salvou a minha filha, tenho certeza absoluta. E conhecer o processo tão de perto me fez criar vínculos com a Vuelo Pharma, fabricante da membrana”.
Mas o primeiro passo concreto na área da saúde veio quando Larissa foi convidada a integrar o time da Vuelo como executiva de contas, função que ocupa há oito anos. Porém, o ciclo ainda não estava completo.
Em 2026, quinze anos depois, Valentina está saudável, com a pele completamente restaurada e sem cicatrizes. Já Larissa carrega a própria história como combustível diário para o trabalho e para os estudos na Enfermagem, curso no qual ela deu início há dois anos. “Depois de tudo o que vivi, entendi que queria cuidar de pessoas de uma forma ainda mais próxima. A Enfermagem veio como continuação desse propósito”, finaliza.