Taxa ficou em 5,1% no primeiro trimestre de 2026, abaixo da média nacional; estado também criou 37.605 empregos formais no período e abriu quase 107 mil empresas no semestre
A taxa de desemprego em Goiás caiu para 5,1% no primeiro trimestre de 2026, o menor resultado da série histórica para o período desde o início do levantamento, segundo o Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB). O índice ficou abaixo da média nacional, de 5,8%, e pode recuar para 4,7% até o fim do ano, conforme projeção do órgão.

O resultado foi acompanhado pela criação líquida de 37.605 empregos com carteira assinada entre janeiro e março. Dados do Novo Caged apontam saldos positivos de 10.987 vagas em janeiro, 15.041 em fevereiro e 11.577 em março.
Segundo o IMB, a geração de postos formais ocorreu principalmente nos setores de serviços e comércio. O instituto avalia que o ritmo de expansão das contratações tende a ser menor que o observado no ano anterior porque o mercado de trabalho já opera com taxas de desemprego historicamente reduzidas.
O desempenho do comércio ajuda a explicar o cenário. O varejo goiano acumulou crescimento de 4,3% entre janeiro e abril, mais que o dobro da alta de 2,05% registrada no Brasil no mesmo período. A projeção do IMB é que o setor encerre 2026 com avanço de 4,2%, acima dos 3,4% estimados para o país. Segundo o boletim, o resultado está relacionado à manutenção da renda das famílias e ao mercado formal de trabalho aquecido.
O aquecimento do mercado de trabalho ocorreu paralelamente à abertura de novos negócios no estado. Os dois indicadores medem movimentos diferentes: enquanto o Caged calcula o saldo entre admissões e desligamentos, os dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) contabilizam as empresas constituídas no período, sem descontar os negócios encerrados.
Segundo a Juceg, Goiás registrou a abertura de 106.981 empresas no primeiro semestre de 2026. Desse total, 82.018 eram microempreendedores individuais (MEIs) e 24.963 pertenciam a outras naturezas jurídicas.
As empresas abertas entre janeiro e junho declararam capital social superior a R$ 10,35 bilhões. O montante inclui R$ 5,71 bilhões vinculados a empresas de outras naturezas jurídicas e R$ 4,64 bilhões declarados por MEIs. No período, 1.195 novos negócios informaram capital social acima de R$ 500 mil, somando R$ 4,3 bilhões.
Goiás encerrou o semestre com 1.328.955 empresas ativas, das quais 706.671 eram MEIs e 622.284 estavam enquadradas em outras modalidades. Goiânia concentrava 409.585 negócios ativos, seguida por Aparecida de Goiânia, com 107.149, e Anápolis, com 79.554.
Somente em junho, foram constituídas 15.551 empresas no estado, sendo 11.620 MEIs e 3.931 de outras naturezas jurídicas. Goiânia liderou as aberturas no mês, com 4.799 novos negócios, seguida por Aparecida de Goiânia, com 1.580, e Anápolis, com 994.
O tempo médio para a abertura de uma empresa em Goiás foi de 19 horas em junho, segundo dados da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). A média nacional foi de 34 horas.
Além do comércio, a indústria goiana apresentou recuperação nos primeiros meses do ano. Depois de acumular queda de 4,91% em fevereiro, a produção industrial passou a registrar alta de 1,12% até abril. O IMB projeta crescimento de 3,5% no valor adicionado do setor em 2026, impulsionado principalmente pela produção de biocombustíveis e produtos químicos.
O boletim do IMB projeta que a taxa de desemprego em Goiás fique em 5,3% no segundo trimestre, recue para 5% no terceiro e alcance 4,7% nos últimos três meses de 2026. Para o Brasil, a estimativa é de 6% no fim do ano.
Fotos: Governo de Goiás