quarta-feira, agosto 12, 2026

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Economia ilusória: por que a diária mais barata de hotel está custando caro para as empresas? 

Mais do que economizar, empresas querem extrair valor das viagens corporativas

Em um cenário de maior racionalização das viagens corporativas, empresas deixam de olhar apenas para o valor da diária e passam a considerar como a hospedagem influencia deslocamentos, produtividade e o custo total da viagem

Durante muito tempo, reservar um hotel para uma viagem de negócios significava encontrar a menor diária disponível dentro da política da empresa. Hoje, essa lógica começa a mudar. Em vez de medir o sucesso da viagem apenas pelo quanto foi gasto, empresas passaram a avaliar o retorno que cada deslocamento pode gerar para o negócio.

Essa mudança ocorre em um momento de maior racionalização das viagens corporativas. Depois da recuperação registrada nos últimos anos, muitas empresas revisaram seus investimentos em deslocamentos em meio a um calendário marcado por grandes eventos, como a Copa do Mundo e as eleições, priorizando viagens com maior potencial de geração de negócios, fortalecimento de relacionamento com clientes e desenvolvimento de oportunidades comerciais.

A tendência também aparece nas pesquisas da Global Business Travel Association (GBTA). Segundo a entidade, 78% dos gestores de viagens afirmam que o controle de custos continua entre as principais prioridades dos programas corporativos, mas produtividade, retorno sobre o investimento (ROI) e experiência do viajante passaram a influenciar diretamente as decisões. Outro levantamento mostra que 92% dos viajantes corporativos consideram a localização do hotel um fator importante, percentual superior aos 85% que apontam o preço da diária como prioridade na reserva.

Para André Bobek, consultor da Mhydas Planejamento Financeiro, essa mudança representa um amadurecimento da gestão financeira das empresas. “O erro mais comum é tratar a viagem corporativa apenas como uma despesa. O empresário compara duas diárias e escolhe a menor, mas raramente calcula quanto vai gastar com deslocamentos, alimentação ou quanto tempo perderá no trânsito. No fim da viagem, aquela economia inicial pode simplesmente desaparecer”, afirma o especialista. “Antes, a preocupação era quanto custava uma viagem. Hoje, a pergunta mais inteligente é quanto aquela viagem devolve para a empresa em produtividade, relacionamento e geração de negócios. A hospedagem deve fazer parte dessa equação”, ressalta Bobek.

O custo da viagem vai muito além da diária

Quando o objetivo deixa de ser apenas economizar, a análise da hospedagem também muda. Uma diária aparentemente mais barata pode representar um custo maior ao final da viagem. Deslocamentos frequentes por aplicativo, estacionamento, alimentação, longos trajetos entre reuniões e até uma noite mal dormida podem comprometer o retorno daquele investimento.

Por isso, além do preço, a escolha passou a incorporar critérios que, até poucos anos atrás, eram vistos apenas como diferenciais. Localização estratégica, qualidade da cama, conforto acústico, internet estável, academia, facilidade de acesso e segurança da região passaram a ser percebidos como fatores capazes de aumentar a produtividade do viajante e reduzir custos indiretos.

Segundo Bobek, não existe um percentual ideal de investimento em viagens corporativas que sirva para todas as empresas. “Cada negócio possui uma realidade diferente. O que existe é uma viagem financeiramente saudável, ou seja, aquela cujo retorno esperado justifica o investimento realizado. Assim como acontece em qualquer decisão empresarial, o importante não é gastar pouco, mas investir bem”.

A hotelaria acompanha essa mudança

Esse novo perfil de demanda também tem influenciado a forma como os hotéis estruturam seus produtos. Em vez de ampliar a oferta de serviços pouco utilizados pelo público corporativo, muitos empreendimentos passaram a concentrar investimentos justamente nos atributos mais valorizados por quem viaja a trabalho.

O bleev Curitiba, hotel vitrine para o conceito de “hotelaria essencial com propósito” da HCC Hospitality e inaugurado em janeiro, a proposta é oferecer uma hospedagem voltada à praticidade do viajante corporativo. Localizado no Batel, um dos principais polos de negócios da capital paranaense, o hotel reúne características valorizadas por esse perfil de hóspede, como café da manhã incluso na diária, internet de alta velocidade, conforto acústico, academia e proximidade de restaurantes, farmácias, supermercados e centros empresariais, reduzindo a necessidade de deslocamentos durante a estadia. Essa configuração atende principalmente profissionais que passam boa parte do dia entre reuniões, visitas a clientes e eventos e precisam otimizar o tempo sem abrir mão do conforto e da conectividade.

Segundo Carolina Sniecikoski, gerente do bleev, essa mudança já é percebida no comportamento dos hóspedes. “O viajante corporativo quer praticidade. Ele busca um hotel que permita aproveitar melhor o tempo, descansar bem e resolver boa parte da rotina sem precisar atravessar a cidade. São características que passaram a ter tanto peso quanto o valor da diária”.

O retorno passa a ser a principal métrica

A transformação acompanha uma mudança mais ampla na gestão das viagens corporativas. Em vez de analisar apenas o valor da hospedagem, as empresas passaram a considerar como o hotel contribui para o desempenho do colaborador, para a qualidade das reuniões e para o retorno do investimento realizado em cada deslocamento.

Nesse contexto, a hospedagem deixa de ser apenas um centro de custos e passa a desempenhar um papel estratégico na experiência do viajante e nos resultados da empresa. Quando localização, conforto, conectividade e praticidade ajudam o profissional a aproveitar melhor o tempo, reduzir deslocamentos e chegar mais preparado aos compromissos, o hotel deixa de ser apenas um lugar para dormir e passa a contribuir diretamente para o sucesso da viagem.

Se antes a principal pergunta era qual hotel tinha a menor diária, agora as empresas começam a responder outra questão: qual hospedagem oferece as melhores condições para que a viagem gere resultados.

Sobre o bleev

O Hotel bleev Curitiba é um modelo da HCC Hospitality, na categoria econômica. Lançado no dia 1 de janeiro de 2026, ele oferece uma experiência moderna, funcional e acessível para viajantes de negócios e lazer, com apartamentos confortáveis, Wi-Fi de alta velocidade, café da manhã variado, academia e ambientes planejados para uma hospedagem ágil e acolhedora. Com gestão profissionalizada e foco em eficiência operacional, o hotel possui 215 quartos e se destaca como uma das melhores opções econômicas da capital paranaense.

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