Mais do que economizar, empresas querem extrair valor das viagens corporativas
Em um cenário de maior racionalização das viagens corporativas, empresas deixam de olhar apenas para o valor da diária e passam a considerar como a hospedagem influencia deslocamentos, produtividade e o custo total da viagem

Durante muito tempo, reservar um hotel para uma viagem de negócios significava encontrar a menor diária disponível dentro da política da empresa. Hoje, essa lógica começa a mudar. Em vez de medir o sucesso da viagem apenas pelo quanto foi gasto, empresas passaram a avaliar o retorno que cada deslocamento pode gerar para o negócio.
Essa mudança ocorre em um momento de maior racionalização das viagens corporativas. Depois da recuperação registrada nos últimos anos, muitas empresas revisaram seus investimentos em deslocamentos em meio a um calendário marcado por grandes eventos, como a Copa do Mundo e as eleições, priorizando viagens com maior potencial de geração de negócios, fortalecimento de relacionamento com clientes e desenvolvimento de oportunidades comerciais.
A tendência também aparece nas pesquisas da Global Business Travel Association (GBTA). Segundo a entidade, 78% dos gestores de viagens afirmam que o controle de custos continua entre as principais prioridades dos programas corporativos, mas produtividade, retorno sobre o investimento (ROI) e experiência do viajante passaram a influenciar diretamente as decisões. Outro levantamento mostra que 92% dos viajantes corporativos consideram a localização do hotel um fator importante, percentual superior aos 85% que apontam o preço da diária como prioridade na reserva.
Para André Bobek, consultor da Mhydas Planejamento Financeiro, essa mudança representa um amadurecimento da gestão financeira das empresas. “O erro mais comum é tratar a viagem corporativa apenas como uma despesa. O empresário compara duas diárias e escolhe a menor, mas raramente calcula quanto vai gastar com deslocamentos, alimentação ou quanto tempo perderá no trânsito. No fim da viagem, aquela economia inicial pode simplesmente desaparecer”, afirma o especialista. “Antes, a preocupação era quanto custava uma viagem. Hoje, a pergunta mais inteligente é quanto aquela viagem devolve para a empresa em produtividade, relacionamento e geração de negócios. A hospedagem deve fazer parte dessa equação”, ressalta Bobek.
O custo da viagem vai muito além da diária
Quando o objetivo deixa de ser apenas economizar, a análise da hospedagem também muda. Uma diária aparentemente mais barata pode representar um custo maior ao final da viagem. Deslocamentos frequentes por aplicativo, estacionamento, alimentação, longos trajetos entre reuniões e até uma noite mal dormida podem comprometer o retorno daquele investimento.
Por isso, além do preço, a escolha passou a incorporar critérios que, até poucos anos atrás, eram vistos apenas como diferenciais. Localização estratégica, qualidade da cama, conforto acústico, internet estável, academia, facilidade de acesso e segurança da região passaram a ser percebidos como fatores capazes de aumentar a produtividade do viajante e reduzir custos indiretos.
Segundo Bobek, não existe um percentual ideal de investimento em viagens corporativas que sirva para todas as empresas. “Cada negócio possui uma realidade diferente. O que existe é uma viagem financeiramente saudável, ou seja, aquela cujo retorno esperado justifica o investimento realizado. Assim como acontece em qualquer decisão empresarial, o importante não é gastar pouco, mas investir bem”.
A hotelaria acompanha essa mudança
Esse novo perfil de demanda também tem influenciado a forma como os hotéis estruturam seus produtos. Em vez de ampliar a oferta de serviços pouco utilizados pelo público corporativo, muitos empreendimentos passaram a concentrar investimentos justamente nos atributos mais valorizados por quem viaja a trabalho.
O bleev Curitiba, hotel vitrine para o conceito de “hotelaria essencial com propósito” da HCC Hospitality e inaugurado em janeiro, a proposta é oferecer uma hospedagem voltada à praticidade do viajante corporativo. Localizado no Batel, um dos principais polos de negócios da capital paranaense, o hotel reúne características valorizadas por esse perfil de hóspede, como café da manhã incluso na diária, internet de alta velocidade, conforto acústico, academia e proximidade de restaurantes, farmácias, supermercados e centros empresariais, reduzindo a necessidade de deslocamentos durante a estadia. Essa configuração atende principalmente profissionais que passam boa parte do dia entre reuniões, visitas a clientes e eventos e precisam otimizar o tempo sem abrir mão do conforto e da conectividade.
Segundo Carolina Sniecikoski, gerente do bleev, essa mudança já é percebida no comportamento dos hóspedes. “O viajante corporativo quer praticidade. Ele busca um hotel que permita aproveitar melhor o tempo, descansar bem e resolver boa parte da rotina sem precisar atravessar a cidade. São características que passaram a ter tanto peso quanto o valor da diária”.
O retorno passa a ser a principal métrica
A transformação acompanha uma mudança mais ampla na gestão das viagens corporativas. Em vez de analisar apenas o valor da hospedagem, as empresas passaram a considerar como o hotel contribui para o desempenho do colaborador, para a qualidade das reuniões e para o retorno do investimento realizado em cada deslocamento.
Nesse contexto, a hospedagem deixa de ser apenas um centro de custos e passa a desempenhar um papel estratégico na experiência do viajante e nos resultados da empresa. Quando localização, conforto, conectividade e praticidade ajudam o profissional a aproveitar melhor o tempo, reduzir deslocamentos e chegar mais preparado aos compromissos, o hotel deixa de ser apenas um lugar para dormir e passa a contribuir diretamente para o sucesso da viagem.
Se antes a principal pergunta era qual hotel tinha a menor diária, agora as empresas começam a responder outra questão: qual hospedagem oferece as melhores condições para que a viagem gere resultados.
Sobre o bleev
O Hotel bleev Curitiba é um modelo da HCC Hospitality, na categoria econômica. Lançado no dia 1 de janeiro de 2026, ele oferece uma experiência moderna, funcional e acessível para viajantes de negócios e lazer, com apartamentos confortáveis, Wi-Fi de alta velocidade, café da manhã variado, academia e ambientes planejados para uma hospedagem ágil e acolhedora. Com gestão profissionalizada e foco em eficiência operacional, o hotel possui 215 quartos e se destaca como uma das melhores opções econômicas da capital paranaense.

