Variante conhecida tecnicamente como BA.3.2 já foi identificada em 23 países e aumentou rapidamente sua circulação nos Estados Unidos nos últimos meses
Virologistas ao redor do mundo vêm monitorando uma variante da covid-19 que recentemente passou a ser mais detectada nos Estados Unidos: é a BA.3.2, também conhecida pelo apelido “Cicada” (“cigarra”, em inglês).
Até o momento, os especialistas apontam que não há razão para alarme diante da cepa, já que não há evidências de que ela produza quadros mais graves da doença. No entanto, o número de mutações apresentadas pela Cicada sugere um potencial de escape imunológico em relação às vacinas atuais.
Entenda melhor o que já se sabe sobre a Cicada.
O que é a variante Cicada?
Como visto acima, Cicada é o apelido da variante BA.3.2. Ela não é exatamente nova: foi identificada pela primeira vez em novembro de 2024, no continente africano.
Os casos começaram a aumentar em setembro do ano passado, em testes realizados em pacientes infectados ou em amostras da rede de esgoto.
Daí, também, veio o apelido de “cigarra” dado à BA.3.2: a referência tem a ver com o ciclo de vida desse inseto, que em sua forma jovem pode passar anos vivendo imperceptível no subsolo antes de reaparecer, já adulto, subindo em árvores e em grandes quantidades. Apesar da alcunha, não há qualquer relação do vírus com o inseto.
Ela já chegou ao Brasil?
Até aqui, a Cicada não teve infecções confirmadas no Brasil. Há registros de casos relacionados a essa variante em 23 países, segundo dados atualizados pela última vez na metade de fevereiro.
A Cicada é mais grave do que outras variantes da covid?
As informações disponíveis até o momento não indicam que a BA.3.2 provoque uma forma mais perigosa de covid-19 do que outras cepas já conhecidas anteriormente. O principal ponto de atenção é o número elevado de mutações dessa variante, inclusive na proteína spike, importante para a ação das vacinas. Esse potencial escape é normal da linhagem Ômicron, à qual a Cicada pertence.
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