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Beber pouca água pode aumentar o estresse na perimenopausa

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Segundo estudo publicado no Journal of Applied Psychology pessoas que bebem menos água apresentam aumento de cortisol de 50%, piorando o cansaço e afetando o humor das mulheres nessa fase

Excesso de cansaço, irritação e sensação de que qualquer problema parece maior pode ser resolvido com um simples hábito: a quantidade de água ingerida ao longo do dia.

A maioria das pessoas consome, em média, apenas 1,3 litro de água por dia, menos do que o necessário para o bom funcionamento do organismo, que é cerca de 2 a 3 litros por dia. Quando isso acontece, o corpo entra em “modo de economia”. Para preservar líquidos, ele libera um hormônio chamado vasopressina, que faz com que a gente retenha água e concentre mais a urina.

O que muita gente não sabe é que esse mecanismo também influencia outro hormônio importante: o cortisol, conhecido como o hormônio do estresse. Quando a vasopressina aumenta, o sinal do cortisol também se intensifica. O seu resultado é o corpo menos eficiente para lidar com situações estressantes, segundo um estudo publicado no Journal of Applied Psychology, essa capacidade pode cair em até 50%.

Na perimenopausa, fase que antecede a menopausa, esse efeito pode ser ainda mais forte. Isso porque há uma queda gradual do estradiol, hormônio que ajuda a proteger o cérebro, o coração e o equilíbrio emocional. 

“A perimenopausa é um período de 5 a 7 anos que antecede a menopausa. Um fato marcante nessa fase da vida da mulher é a irregularidade no ciclo menstrual que pode ser precoce (duração do ciclo inferior a 23 dias) ou tardia (duração do ciclo maior a 40 dias)”, explica a ginecologista Loreta Canivilo, que ressalta “Na perimenopausa, a mulher já passa por uma redução do estradiol, que interfere no humor, no sono e na disposição. Se ela bebe pouca água, libera mais vasopressina, o que amplia o efeito do cortisol. Isso aumenta o cansaço e diminui a capacidade de lidar com o estresse”.

Segundo a especialista, o impacto vai além da sensação de inchaço. “Quando a mulher se hidrata mal, pode ter mais retenção hídrica, pior qualidade de sono e maior fadiga. Pequenas situações do dia a dia acabam sendo vividas de forma mais intensa e desgastante”, afirma Canivilo.

Com o cortisol mais alto, o organismo entra em estado de alerta constante. Ao longo do tempo, isso pode afetar a saúde cardiovascular, a clareza mental e a adaptação metabólica. Em outras palavras: o corpo fica mais sobrecarregado.

Por isso, a hidratação não deve ser vista apenas como uma dica de bem-estar, mas como parte do cuidado com a saúde hormonal. Beber água ao longo do dia ajuda o organismo a funcionar melhor, reduz a retenção, favorece o sono e contribui para uma resposta mais equilibrada ao estresse.

“Em uma fase de tantas mudanças, como a perimenopausa, atitudes simples fazem diferença. A hidratação adequada é uma delas. Beber água regularmente pode melhorar muito a qualidade de vida”, reforça Loreta.

Mulheres nessa fase que se sentem mais cansadas ou sobrecarregadas, devem começar pelo básico: manter uma garrafa por perto e transformar a água em aliada da sua saúde.

Sobre a Dra. Loreta Canivilo

A médica ginecologista, obstetra e gineco-endocrinologista Loreta Canivilo é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e no tratamento de doenças do útero e endométrio.

A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência, como o Hospital Sírio-Libanês, onde se especializou em Reprodução e Ginecologia Endócrina, e o Hospital Albert Einstein, onde estudou Medicina em Estado da Arte. Também é especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação médica.

Nas redes sociais, Loreta já acumula mais de 90 mil seguidores (@draloreta), oferecendo conteúdos explicativos sobre saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes.

Além disso, é idealizadora de um projeto social, em parceria com o Instituto Primum — onde também ministra aulas —, que promove atendimento gratuito de saúde feminina para mulheres em situação de vulnerabilidade.

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