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Alergia a frutos do mar: atenção redobrada no verão

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  Especialistas alertam sobre riscos de anafilaxia e orientam alternativas nutricionais seguras para quem precisa evitar esses alimentos

Minas Gerais – Janeiro de 2026. Com a chegada do verão e a crescente busca por pratos à beira-mar, a alergia a frutos do mar ressurge como um tema de extrema importância para a saúde pública, demandando atenção redobrada de consumidores e estabelecimentos. Estima-se que cerca de 200 a 250 milhões de pessoas em todo o mundo sofram com algum tipo de alergia alimentar, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), um universo que exige vigilância constante.

Segundo o Better Health Channel, a alergia a frutos do mar e peixes se manifesta mais frequentemente em adolescentes e adultos do que em crianças pequenas, sendo que uma em cada 100 pessoas é afetada por essa condição. O médico alergista da Afya Educação Médica de Belo Horizonte, Dr Pedro Celeste Valadares, explica que uma crise a frutos do mar acontece quando o sistema imunológico, responsável por defender nosso organismo, se confunde e identifica algo inofensivo, como o camarão, como se fosse um inimigo perigoso. 

“Para tentar nos proteger, ele libera várias substâncias químicas na corrente sanguínea, desencadeando uma reação exagerada. Os vasos sanguíneos se dilatam e deixam escapar líquidos, o que provoca inchaço, coceira e vermelhidão. O corpo também pode tentar fechar a garganta ou provocar espirros para impedir a entrada desse falso inimigo. Existem as alergias com reação imediata, que são as mais comuns, manifestando-se minutos após a ingestão com sintomas como urticária e, em casos graves, anafilaxia; e as de reação tardia, que levam horas para se manifestar e geralmente causam problemas gastrointestinais, como vômitos ou diarreia”, explica o alergista da Afya.

A alergia a frutos do mar carrega uma das maiores taxas de anafilaxia induzida por alimentos. Estudos da Thermo Fisher Scientific indicam que, em adultos afetados, a taxa de anafilaxia pode chegar a quase 42%, enquanto em crianças a taxa é de aproximadamente 12%.

Alternativas nutricionais e fortalecimento da saúde imunológica 

Diante desse cenário, surge também uma preocupação comum entre pessoas que precisam excluir frutos do mar da alimentação: como garantir todos os nutrientes que esses alimentos oferecem sem comprometer a saúde e o equilíbrio nutricional? 

A nutróloga da Afya Educação Médica de Montes Claros, Dra Juliana Couto Guimarães, informa que mesmo com alergia a frutos do mar, é totalmente possível manter uma alimentação equilibrada por meio de substituições adequadas.

“O ômega-3 pode ser obtido por meio de sementes e óleos vegetais, como linhaça, chia e cânhamo, além de nozes, ricas em ALA (ácido alfa-linolênico). Suplementos de ômega-3 de algas oferecem uma alternativa segura e 100% vegetal com DHA (ácido docosa-hexaenoico) e EPA (ácido eicosapentaenoico). O zinco também presente nos frutos do mar pode ser garantido com carnes magras, ovos, feijão, lentilha, grão-de-bico, sementes, castanhas e cereais integrais. As proteínas podem ser supridas por carnes, ovos, leites e derivados quando bem tolerados, leguminosas, tofu, tempeh, outras proteínas vegetais e shakes de whey, ervilha ou arroz”.

Dra Juliana Couto ressalta que para fortalecer a saúde imunológica e reduzir inflamações associadas a alergias, é importante incluir alimentos anti-inflamatórios na dieta, como frutas vermelhas, cúrcuma, gengibre, azeite extravirgem, chia, linhaça, nozes, vegetais verdes-escuros, abacate, uva roxa e tomate, fontes de resveratrol e licopeno.

“Além disso, certos nutrientes são fundamentais para o funcionamento do sistema imunológico: a vitamina C, presente na acerola, kiwi e laranja; a vitamina D, obtida por exposição ao sol e suplementação quando necessário; o zinco, encontrado em carnes, ovos e sementes; o selênio, presente na castanha-do-pará; e os probióticos, presentes em iogurte, kefir e kombucha. Suplementos também podem ser úteis, avaliados individualmente por um profissional de saúde, incluindo DHA de algas, curcumina, vitamina D, vitamina C, probióticos e quercetina”, conclui a nutróloga da Afya Educação Médica de Montes Claros.

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