Primeiro evento aberto do Grupo Korin coloca bioinsumos no centro do debate sobre produção agrícola e saúde
São Paulo, abril de 2026 – A perda de microrganismos no solo e seus impactos diretos na saúde humana estiveram no centro do evento Korin BIO Saúde Integrada, primeiro encontro aberto ao público do Grupo Korin, que reuniu especialistas para discutir os riscos do modelo agrícola atual e os caminhos para sua transformação.
O debate partiu de um ponto de atenção crescente: o desequilíbrio da microbiota, presente no solo, nas plantas, nos animais e também nos seres humanos, e sua relação com a qualidade dos alimentos, a resistência bacteriana e a saúde pública.
Na ocasião, o presidente do Grupo Korin, Edson Matsui, destacou que o tema ganha relevância em um cenário de pressão por produtividade e segurança alimentar, ao mesmo tempo em que aumentam os desafios ambientais e sanitários.
“Em um momento em que o agronegócio enfrenta pressões crescentes por produtividade sustentável, redução da dependência de insumos químicos e desafios relacionados à saúde pública, como a resistência bacteriana, iniciativas nessa direção ganham ainda mais relevância”, afirma.
Dentro desse contexto, os bioinsumos, soluções baseadas em microrganismos, passam a ocupar papel central ao propor o reequilíbrio dos sistemas biológicos, com foco na recuperação da microbiota do solo e seus efeitos em cadeia.
Mudança de lógica no campo
Especialistas apontam que o modelo agrícola predominante, baseado no uso intensivo de insumos químicos, contribuiu para aumentar a produção de alimentos, ao mesmo tempo que reduziu a diversidade microbiana e gerar impactos ambientais e sanitários.
“Hoje produzimos mais, mas também geramos mais problemas. Quando analisamos o uso de insumos por hectare ou por tonelada produzida, fica evidente a fragilidade do modelo atual”, afirma Sérgio Homma, diretor de Agricultura e Biotecnologia da Korin.
A proposta, segundo ele, vai além da substituição de insumos. O foco passa a ser o redesenho do sistema produtivo a partir do solo, atuando nas causas dos desequilíbrios.
“Não se trata apenas de trocar insumos, mas de mudar o processo produtivo”, diz.
Nesse modelo, a eficiência deixa de ser medida apenas pelo rendimento imediato e passa a considerar a saúde do solo, a estabilidade da produção e a redução de riscos sanitários.
Outro ponto de alerta é a chamada disbiose, caracterizada pela perda de diversidade de microrganismos, que afeta solo, animais e seres humanos. “A disbiose ocorre hoje em todos esses sistemas”, explica o microbiologista Ademir Bigaton.
Tecnologia biológica e impacto ampliado
Os bioinsumos já são aplicados em diferentes frentes, da agricultura ao tratamento de efluentes, além da aquicultura e da produção animal. A adoção dessas soluções indica uma mudança gradual no modelo produtivo, com impactos que vão além do campo e alcançam saúde, meio ambiente e qualidade de vida.
Sobre a Korin
A Korin, grupo de voltado para agronegócio e alimentação orgânica, foi fundada em 1994 com base na filosofia da Agricultura Natural, desenvolvida pelo pensador japonês Mokiti Okada. A empresa atua na produção de alimentos a partir de um modelo que integra a saúde do solo, das plantas, dos animais e dos seres humanos, com foco em práticas sustentáveis e no respeito ao meio ambiente. Sua atuação está orientada pela expansão desse método produtivo e pela promoção de uma alimentação mais consciente.

