domingo, julho 21, 2024

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Vida sexual de PCDs: Quantas vezes você já falou disso?

Muitos são os estigmas acerca da população com deficiência. Na vida sexual, não é diferente. A sexualidade de PCDs ainda é um assunto pouco abordado nos espaços de discussão e merece visibilidade. Tais estigmas são gerados pela falta de informação sobre o tema e isso se relaciona com alguns mitos colocados acima de pessoas com deficiência. Segundo a sexóloga e psicóloga comportamental Priscilla Souza, são eles: 1. PCDs não possuem sentimentos, pensamentos e necessidades sexuais 2. Pessoas com deficiência são hiperssexualizadas: Seus desejos são incontroláveis, exacerbados e são considerados perversão. 3. São pessoas pouco atraentes, indesejáveis e incapazes de conquistar um parceiro amoroso e manter vínculos estáveis 4. Possuem disfunções sexuais relacionadas à excitação, ao orgasmo e à penetrações 5. A reprodução sexual é um problema pois geram filhos com deficiência e não são aptos a cuidar. Priscilla Souza também é PCD. Nasceu com amiotrofia neuromuscular, deficiência que causa diminuição de força física. Mas isso não impediu que Priscilla construísse uma carreira de sucesso. Durante 8 anos, participou de um programa na TV União, emissora educativa de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, falando sobre o tema. Além do preconceito capacitista, Priscilla explica que as barreiras de aceitação por parte de pessoas com diversidade funcional são frequentes e geram autossabotagem, atrapalhando na hora H. A psicóloga acredita que esse tabu pode demorar a desaparecer na nossa sociedade mas ressalta: “é importante que o deficiente se permita seduzir e ser seduzido”. A profissional também revela que teve dificuldades para lidar com sua sexualidade e completa dizendo que começou a procurar mais sobre o assunto para ajudar seus pacientes, “Como eu iria ajudar alguém sendo que eu não entendia a experiência vivida por mim?” justifica a doutora. Compreender e desestigmatizar o conhecimento sobre sexualidade por si só já é um desafio, sobretudo pelo sentimento de tabu interiorizado dentro de nós historicamente. Mas, à medida que o tema é normalizado e abordado nos contextos propostos, caminhamos para um futuro mais consciente e humanizado. 

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