O levantamento avaliou, ainda, as principais características que esse grupo mais busca em alguém para se relacionar.
Pesquisa revela: 35% dos paulistas entre 18 e 29 anos têm algum interesse em hipergamia, tipo de relacionamento em que uma das pessoas é mais rica e, por isso, apoia financeiramente a outra – conhecido também como relacionamento Sugar. O dado é do site MeuPatrocínio, que avaliou, em parceria com o Instituto QualiBest, como a Geração Z encara novas formas de se relacionar. Entre quatro diferentes opções, a hipergamia é a que mais se destaca nessa faixa etária no estado.
Em seguida, vem a agamia: 24% dos entrevistados do estado de São Paulo manifestam interesse por esse tipo de envolvimento amoroso, em que não há um parceiro fixo, porque não existe a intenção de firmar um relacionamento romântico com outra pessoa.
Logo depois, com uma taxa de 19% de interesse, está o micro romance, que são relações breves e intensas que ocorrem em um curto espaço de tempo.
E, por fim, 18% têm interesse no poliamor, relacionamento em que as pessoas têm mais de uma relação ao mesmo tempo, considerando que os envolvidos estão de acordo.
Caio Bittencourt, especialista em relacionamentos do MeuPatrocínio, explica que “essa geração tem mais consciência e preocupação com a saúde mental e também com a responsabilidade emocional, optando por um modelo de relacionamento mais prático e descomplicado, como a hipergamia, ou estilo de vida Sugar, por ser uma escolha que valoriza a leveza”.
Gentileza: metade dos jovens de São Paulo dá prioridade a perfil gentil ao escolher um par
O levantamento do site MeuPatrocínio avaliou, ainda, as principais características que a Geração Z mais busca em alguém para se relacionar. “Ser gentil” lidera em São Paulo, assim como em todo o país, e chega a 74% dos votos totais no estado. Desses, 47%, ou seja, quase a metade dos entrevistados, consideram a gentileza em primeiro lugar; 19%, em segundo lugar; e 8%, em terceiro.
Outra habilidade que está no topo das mais requisitadas pela Geração Z no estado é o bom humor. E com uma curiosidade: a característica “ser uma pessoa bem-humorada” tem um peso maior na região do que na média nacional: 50% dos paulistas consideram essa característica importante, sendo 7% em primeiro lugar; 18%, em segundo; e 25%, em terceiro. Já a taxa brasileira foi de 42%, sendo 5% em primeiro lugar; 16%, em segundo; e 21%, em terceiro.
“Ser uma pessoa educada” também conta bastante localmente na hora de jovens do estado escolherem com quem se relacionar: essa opção foi citada em primeiro, segundo ou terceiro lugar por 45% dos entrevistados – 8% em primeiro lugar; 18% em segundo lugar; e 19% em terceiro lugar.
Paulistas valorizam conexão “olho no olho” e buscam sites de relacionamento para filtrar características
Ainda segundo a pesquisa do MeuPatrocínio, conhecer pessoas presencialmente é a preferência de 73% dos paulistas da Geração Z. A maioria explica que isso se deve ao fato de “haver uma maior conexão emocional olho no olho”, alternativa que teve 31% de votos como a justificativa número um, dentre seis opções, para a preferência por conexões presenciais.
Entre os 27% que preferem conhecer alguém online, 47% justificam sua preferência em primeiro lugar porque em sites de relacionamento há a possibilidade de filtrar pessoas por interesses e características.
Embora haja preferência por encontros presenciais, em contrapartida o levantamento mostra que, em São Paulo, 16% dos entrevistados da Geração Z afirmam passar até mais de 5 horas namorando virtualmente. De acordo com o especialista Caio Bittencourt, essa aparente contradição se explica pela forma com que a tecnologia faz parte do dia a dia das relações afetivas:
“Não existe mais relacionamento 100% presencial. O processo mais importante em um relacionamento é a comunicação, e a forma como as pessoas se comunicam é hoje majoritariamente virtual. Sobretudo a Geração Z, que é nativa digital e já nasceu conectada”, analisa.