quarta-feira, junho 10, 2026

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Projetos na escola aproximam e despertam o interesse das crianças de temas ligados à sustentabilidade

Horta, coleta seletiva e uso consciente de recursos ajudam os estudantes a transformar o tema em hábito desde a infância

A Semana Mundial do Meio Ambiente reforça o papel das escolas na formação de crianças mais conscientes sobre os cuidados com a natureza. 

Entre as iniciativas que podem ser desenvolvidas dentro das instituições estão hortas escolares, campanhas de economia de água e energia, coleta seletiva, compostagem, oficinas com materiais reutilizáveis, feiras de troca de livros e brinquedos, além de atividades de observação da natureza no entorno da escola. São práticas que ajudam os estudantes a perceberem que sustentabilidade não está apenas nas grandes discussões, mas também no modo como se consomem, descartam, conservam e compartilham os recursos.

“Quando a criança participa de uma ação concreta, ela entende que o cuidado com o meio ambiente começa nas pequenas escolhas, pois o aprendizado ganha mais sentido quando é visto, tocado e vivido. A escola tem um papel importante nessa questão, porque transforma o tema em vivência, em responsabilidade e em hábito”, afirma Marizane Piergentile, diretora da Rede de Educação Adventista do Vale do Paraíba.

A horta é um dos exemplos mais próximos da realidade das crianças. Ao plantar uma semente, acompanhar o crescimento da muda e participar da colheita, o aluno entende que o alimento depende de tempo, solo, água, luz e cuidado. A experiência também abre espaço para conversas sobre alimentação, desperdício, preservação e responsabilidade coletiva.

No Colégio Adventista de Guarulhos, em Gopoúva, os estudantes participam de um projeto que envolve semeadura, cultivo e colheita. A atividade também se conecta às aulas da educação bilíngue, com momentos de degustação que ampliam o vocabulário e relacionam o aprendizado de outro idioma a situações reais do dia a dia.

Essa proposta mostra como a educação ambiental consegue dialogar com diferentes áreas do conhecimento. Em Ciências, os alunos observam o ciclo das plantas e a importância da água. Em Matemática, acompanham medidas, quantidades e tempo de crescimento. Em Língua Portuguesa, produzem relatos, cartazes e campanhas de conscientização, enquanto, nas aulas bilíngues, associam palavras a alimentos, cores, sabores a ações concretas.

“A sustentabilidade ganha força quando deixa de aparecer apenas em datas comemorativas e passa a fazer parte da rotina. A criança que aprende a cuidar de uma horta, a evitar desperdício ou a separar resíduos leva esse olhar para casa, influenciando a família”, comenta Ricardo de Giuli Barbosa, diretor do colégio.

A educação ambiental na escola também estimula a cooperação. Muitos projetos dependem do trabalho em grupo, da divisão de tarefas e da continuidade dos cuidados. No exemplo da horta, como ela não cresce em um único dia, exige acompanhamento, paciência e compromisso, assim como a coleta seletiva e o uso consciente da água, que só funciona quando todos colaboram.

Ao tratar o tema dessa forma, a escola ajuda a criança a compreender que o meio ambiente não está separado da vida cotidiana. Ele aparece no alimento servido no prato, na água usada para lavar as mãos, no papel descartado depois da atividade, no brinquedo que pode ser reaproveitado e no espaço coletivo que precisa ser preservado.

Sobre o Adventista – A Rede Adventista de Educação integra um dos maiores sistemas privados de ensino do mundo, presente em mais de 100 países e formado por milhares de instituições educacionais. No Brasil, a rede reúne centenas de unidades e oferece ensino desde a educação infantil até o superior, com uma proposta pedagógica voltada à formação integral do estudante. O modelo segue a educação confessional, que integra excelência acadêmica à formação baseada em valores.

Tecnologia educacional, desenvolvimento socioemocional e atividades culturais, esportivas e comunitárias fazem parte da rotina com o objetivo de estimular autonomia, pensamento crítico e convivência cidadã no ambiente escolar.

No estado de São Paulo, as unidades são organizadas por regionais administrativas, que acompanham a aplicação do sistema pedagógico e garantem a qualidade acadêmica. No Vale do Paraíba, a rede é coordenada pela Associação Paulista do Vale (APV), que gerencia nove escolas nas cidades de Lorena, Taubaté, São José dos Campos, Jacareí, Guarulhos (duas unidades), Caraguatatuba, Bragança Paulista e Mogi das Cruzes. A décima unidade da regional está em processo de implantação em Atibaia e tem previsão de funcionamento para 2027.

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