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Paquetá fez falta na Copa? Entenda mais sobre a lesão do meia que o afastou do jogo

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A contusão muscular do Lucas Paquetá o impossibilitou de voltar a jogar na Copa, mas existem algumas medidas que ajudam a acelerar a recuperação, destaca o ortopedista especialista em células tronco, Dr. Luiz Felipe Carvalho, Diretor do Departamento de Tratamento com Uso de Células Tronco do CPAH – Centro de Pesquisa e Análise Heráclito

A Seleção Brasileira teve uma baixa importante para a sequência da Copa do Mundo. O meia Lucas Paquetá sofreu uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda durante a partida contra o Japão, e os exames confirmaram uma contusão que deve exigir entre três e quatro semanas de recuperação. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, a Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo e aumentou o maior jejum de títulos de sua história. 

De acordo com o ortopedista especialista em células-tronco Dr. Luiz Felipe Carvalho, Diretor do Departamento de Tratamento com Uso de Células-Tronco do CPAH – Centro de Pesquisa e Análise Heráclito, esse tipo de lesão exige uma recuperação criteriosa, principalmente em atletas de alto rendimento.

Por que esse tipo de lesão demora para cicatrizar?
A musculatura posterior da coxa está entre as regiões mais exigidas durante o futebol. Arrancadas, mudanças bruscas de direção, chutes e desacelerações colocam o grupo muscular sob grande tensão durante toda a partida. Quando ocorre uma lesão, as fibras musculares precisam passar por um processo biológico de reparação antes de suportarem novamente a intensidade das competições.

“Lesões musculares precisam respeitar o tempo biológico de cicatrização, mesmo que a dor diminua rapidamente, isso não significa que o tecido já esteja completamente recuperado. Antecipar o retorno aumenta significativamente o risco de uma nova lesão, muitas vezes mais grave que a primeira”, explica o Dr. Luiz Felipe Carvalho.

O que acontece durante o tratamento?
O tratamento costuma ser dividido em etapa, em geral, nos primeiros dias, o objetivo é controlar a inflamação, reduzir a dor e preservar a função muscular. Em seguida, inicia-se um programa progressivo de fisioterapia voltado para recuperar força, mobilidade e estabilidade da musculatura.

Somente após testes físicos específicos demonstrarem que o músculo recuperou sua capacidade funcional é que o atleta pode voltar aos treinamentos com bola e, posteriormente, aos jogos.

Existe chance de Paquetá voltar na final?
Considerando o tempo estimado de recuperação entre três e quatro semanas, existe uma possibilidade de retorno apenas se a Seleção Brasileira disputar a decisão da Copa. Ainda assim, essa decisão depende de diversos fatores, como a evolução clínica, os exames de imagem e os testes físicos realizados pela equipe médica.

“Cada organismo responde de maneira diferente ao tratamento, e o principal objetivo é evitar uma recaída que possa comprometer toda a temporada seguinte do atleta”.

Células-tronco podem ajudar nesse tipo de lesão?
De acordo com o Dr. Luiz Felipe Carvalho, a medicina regenerativa tem ampliado as possibilidades de tratamento para determinadas lesões musculares e articulares, embora cada caso precise ser avaliado individualmente.

“As terapias com células-tronco vêm sendo estudadas e utilizadas em situações específicas da medicina regenerativa com o objetivo de favorecer os processos naturais de reparação dos tecidos. Elas não são uma solução imediata nem substituem a reabilitação tradicional, mas podem integrar estratégias terapêuticas cuidadosamente indicadas para determinados pacientes e atletas”, afirma.

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