| Abdominoplastia: o que acontece com o umbigo depois da cirurgia? |
| “Dr., meu umbigo vai ficar artificial?” é uma das dúvidas mais frequentes em consultórios e reflete a busca crescente por resultados discretos, segundo cirurgião plástico |
| Quem pensa em fazer uma abdominoplastia costuma se preocupar com a cicatriz, o tempo de recuperação e o resultado final da barriga. Mas existe uma dúvida que aparece antes mesmo de qualquer planejamento cirúrgico: o que acontece com o umbigo? A pergunta é tão comum que virou rotina nos consultórios. “Dr., meu umbigo vai ficar artificial?” está entre as questões mais frequentes de quem busca o procedimento, especialmente mulheres após a gestação ou pessoas que passaram por grande perda de peso. Por que o umbigo preocupa tantoPor trás dessa dúvida está uma mudança de comportamento. Se antes o objetivo era apenas remover o excesso de pele ou melhorar o contorno corporal, hoje a busca é por resultados naturais, sem sinais evidentes de intervenção. Segundo o cirurgião plástico Vinicius Julio Camargo, o umbigo se tornou um dos principais símbolos dessa exigência por naturalidade. Mesmo em um abdômen bem operado, com uma significativa mudança de volume ou de maior definição, um umbigo com aparência artificial costuma chamar atenção e comprometer a percepção do resultado. “O paciente não quer apenas um abdômen mais bonito. Ele quer olhar no espelho e perceber a mudança sem sentir que ganhou características de um umbigo operado”, explica. Como funciona a cirurgia no umbigo Ao contrário do que muita gente imagina, o umbigo original normalmente é preservado durante a abdominoplastia. Após a retirada do excesso de pele, ele é exposto novamente em uma nova abertura da pele, criada de acordo com o novo formato do abdômen. Dessa forma, o fundo do umbigo permanece o mesmo e as cicatrizes ficam ao redor dele, respeitando o formato, tamanho, profundidade e a sua proporção em relação ao restante do abdômen. Em algumas situações, é possível realizar a retirada do excesso de pele, a redução do volume de gordura e até mesmo o fechamento da musculatura abdominal sem a necessidade de cicatrizes no umbigo. Neste caso, em um procedimento chamado de miniabdominoplastia, o cirurgião consegue tratar as estruturas atuando na parte posterior do umbigo, sem deixar cicatrizes visíveis. “O resultado favorável acaba sendo conquistado por um somatório de fatores, desde a escolha da técnica mais adequada para as particularidades que cada abdome apresenta. Por isso, a importância do trabalho de forma personalizada para cada paciente”, explica o cirurgião plástico. |


