terça-feira, agosto 4, 2026

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O ar-condicionado desapareceu dos imóveis de alto padrão 

Arquitetura passa a incorporar a chamada climatização invisível, solução que preserva o design dos ambientes, melhora o conforto e agrega valor aos empreendimentos 

O mercado imobiliário de médio e alto padrão continua aquecido no Brasil, impulsionado por consumidores que buscam imóveis com diferenciais capazes de unir tecnologia, conforto e sofisticação. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) mostram que os lançamentos e as vendas desse segmento seguiram em expansão ao longo de 2025, refletindo uma demanda crescente por projetos que entregam mais do que localização e metragem. Nesse contexto, um detalhe que antes era tratado apenas como questão técnica começa a ganhar espaço entre arquitetos, construtoras e compradores: a climatização invisível.

Patrick Galletti, engenheiro mecatrônico, pós-graduando em Engenharia de Climatização e CEO do Grupo RETEC, empresa especializada em engenharia térmica e qualidade do ar, explica que a climatização passou a fazer parte da concepção arquitetônica dos imóveis de alto padrão. Segundo ele, a decisão entre instalar um aparelho split tradicional ou um sistema dutado deixou de considerar apenas desempenho e consumo energético para incluir também estética, valorização do imóvel e integração com o projeto de interiores.

“Hoje, conforto não significa apenas manter a temperatura agradável. O mercado passou a valorizar soluções que preservam a arquitetura do ambiente. O equipamento deixa de aparecer e o que permanece é apenas a sensação de conforto”, afirma o engenheiro.

O equipamento some, o conforto permanece 

O conceito conhecido como climatização invisível utiliza sistemas dutados, nos quais o equipamento fica embutido acima do forro, enquanto o ar pode ser distribuído por difusores lineares, grelhas discretas, pela sanca, por armários ou até pelo chão. Dessa forma, não há unidades aparentes nas paredes ou teto, permitindo que iluminação, revestimentos, marcenaria e demais elementos do projeto sejam executados sem interferências visuais.

A mudança acompanha uma tendência observada na arquitetura contemporânea. Projetos residenciais, hotéis, escritórios e empreendimentos corporativos têm buscado ambientes visualmente mais limpos, onde os equipamentos técnicos permanecem ocultos. Além da estética, o sistema também proporciona distribuição mais uniforme do ar e redução da percepção de ruído, uma vez que a unidade interna permanece distante das áreas ocupadas.

Segundo Galletti, esse tipo de solução precisa ser pensado desde o início do projeto. “Quando a climatização entra na fase de concepção da obra, ela passa a conversar com estrutura, iluminação, forro e acabamentos. Isso permite que todos os sistemas funcionem de forma integrada, evitando adaptações futuras que comprometem tanto a estética quanto o desempenho.”

O especialista destaca que muitos compradores ainda escolhem a climatização apenas na etapa final da construção, quando boa parte das definições arquitetônicas já foi concluída. Nesses casos, as possibilidades de instalar um sistema invisível ficam reduzidas, já que ele depende do espaço destinado aos dutos e da compatibilização entre os projetos complementares.

O detalhe que pode valorizar um imóvel 

Além do aspecto visual, o sistema oferece benefícios relacionados ao conforto. Como o insuflamento ocorre por difusores distribuídos pelo ambiente, o ar chega de forma mais homogênea, reduzindo correntes concentradas diretamente sobre as pessoas. Também há maior liberdade para posicionar móveis, painéis e elementos decorativos, sem limitações impostas pela presença de evaporadoras aparentes.

Outro fator que impulsiona esse movimento é a valorização dos imóveis. Empreendimentos que incorporam soluções de automação, eficiência energética, infraestrutura técnica e acabamento diferenciado tendem a apresentar maior percepção de qualidade entre compradores e investidores, especialmente no segmento de médio e alto padrão.

Para Patrick, a climatização invisível segue o mesmo caminho de outras tecnologias que, há alguns anos, eram consideradas exclusivas de imóveis de luxo e hoje começam a se popularizar.

“O consumidor está mais atento aos detalhes. Assim como iluminação cênica, automação residencial e esquadrias de alto desempenho deixaram de ser apenas itens de luxo, a climatização invisível tende a se consolidar como parte dos projetos mais modernos. O objetivo não é esconder a tecnologia, mas fazer com que ela trabalhe de forma silenciosa, eficiente e integrada à arquitetura”, explica o CEO da Retec .

Sobre Patrick Galletti

Patrick Galletti é Engenheiro Mecatrônico, pós-graduando em Engenharia de Climatização, pós-graduando em Qualidade do Ar e especialista no “Impacto das mudanças climáticas na saúde das pessoas”, pela Universidade de Harvard. Possui experiência em engenharia de orçamento, gerenciamento de riscos de construções, obras e operações offshore em uma das maiores empresas do Brasil, além de onze anos de atuação no mercado de climatização. Atualmente, é CEO do Grupo RETEC, uma empresa pioneira e referência com mais de 44 anos de atuação no mercado de AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração).

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Sobre o Grupo RETEC

O Grupo RETEC é referência, há mais de 44 anos, no setor de climatização e refrigeração no Distrito Federal e Goiás, oferecendo soluções integradas para instalação de ar-condicionado, ventilação, isolamento térmico e renovação de ar. Com uma equipe altamente qualificada e parcerias com fabricantes líderes, a empresa garante acesso às tecnologias mais avançadas e inovadoras do mercado. Oferecendo suporte técnico especializado e produtos com pronta-entrega, o Grupo RETEC está comprometido com a excelência, inovação e satisfação de seus clientes em projetos de diferentes portes.

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