No mês do Dia das Mães, especialistas alertam para a sobrecarga emocional e defendem o desenvolvimento de habilidades internas como ferramenta de sustentação
Flores, homenagens e declarações públicas marcam o mês de maio. Mas, longe das redes sociais, existe uma realidade pouco romantizada: a carga emocional constante que muitas mães carregam, silenciosamente. Em meio à rotina intensa, a inteligência emocional deixa de ser um conceito abstrato e passa a ser uma necessidade prática.
A maternidade contemporânea exige mais do que presença física. Ela demanda gestão de emoções, tomada de decisão sob pressão, resiliência e, muitas vezes, a capacidade de sustentar o equilíbrio de toda a dinâmica familiar.
Nesse contexto, a inteligência emocional surge como um dos pilares mais relevantes para a saúde mental das mães, especialmente em uma sociedade que ainda naturaliza a sobrecarga feminina.
Para Núria Santos, especialista em inteligência emocional e mentora do método Evo, o ponto central está na forma como as mulheres foram condicionadas a lidar com suas próprias emoções: “A mulher foi ensinada a dar conta de tudo, mas não foi ensinada a se perceber no processo. A inteligência emocional, na maternidade, começa quando essa mulher se autoriza a reconhecer o que sente, sem culpa.”
A dificuldade, segundo ela, não está apenas na rotina, mas na ausência de preparo emocional para lidar com culpa, exaustão, autocobrança e expectativas irreais.
“Muitas mães vivem em um estado constante de alerta emocional. Isso não é força, é desgaste. Desenvolver inteligência emocional é sair do automático e construir respostas mais conscientes.” Enfatiza Núria Santos.
O tema também se conecta a uma mudança cultural: a quebra do ideal da “mãe perfeita”. Cada vez mais, mulheres têm buscado validar suas emoções, compreender seus próprios limites e ressignificar o papel materno, com mais humanidade e menos culpa.
Núria reforça que esse movimento não enfraquece a maternidade, pelo contrário, a torna mais sustentável: “Uma mãe emocionalmente consciente não é aquela que nunca falha, mas aquela que sabe se reorganizar depois do erro. Isso transforma completamente a dinâmica familiar.”
Neste Dia das Mães, talvez a principal homenagem não esteja apenas nos gestos simbólicos, mas na ampliação do olhar sobre o que é ser mãe hoje.
Mais do que celebrar, é preciso reconhecer: por trás de cada rotina aparentemente comum, existe uma gestão emocional complexa, e invisível, que sustenta tudo.
E, como aponta Núria Santos, essa sustentação não vem da perfeição, mas da consciência.
Sobre Núria Santos
CEO da Tijoleste e mentora do método Evo, Núria Santos atua com inteligência emocional aplicada e empreendedorismo feminino. Sua metodologia combina práticas de autoconhecimento, neurociência emocional e estratégia de performance.
Disponível para entrevistas e participação em matérias sobre:
Inteligência emocional, transições de carreira, empreendedorismo feminino, mudança de ciclos, maternidade e desenvolvimento pessoal e inter familiar.
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Instagram:
@nuriamsantos
