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Inclusão na prática: experiência em escola bilíngue impulsiona desenvolvimento de criança com espectro autista

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Ambiente acolhedor aliado ao ensino bilíngue contribui para avanços na comunicação e socialização de aluno com TEA

A inclusão de crianças no espectro autista em escolas regulares ainda levanta dúvidas e receios entre famílias. No entanto, experiências positivas mostram que, quando há acolhimento, estrutura pedagógica adequada e estímulos consistentes, os resultados podem ser transformadores — especialmente em ambientes bilíngues, que ampliam as possibilidades de desenvolvimento cognitivo e comunicacional.

Esse foi o caso de Henry, que iniciou sua jornada na escola bilíngue Maple Bear São José dos Campos no começo de 2025. Segundo relato da mãe, Amanda, o início foi marcado por inseguranças. “Eu tinha muitos medos, principalmente sobre como seria a interação dele com outras crianças e a reação das famílias”, conta.

Na época, Henry ainda não se comunicava verbalmente, o que intensificava as dúvidas em relação à adaptação — ainda mais em um ambiente com estímulos em dois idiomas. Ainda assim, a família optou pela transparência desde o início. “Expliquei que ele estava no espectro autista e que ainda não falava. Era importante que todos entendessem o contexto”, afirma.

Com o passar dos meses, a evolução foi significativa. De acordo com Amanda, houve avanços importantes tanto na fala quanto no comportamento. “A evolução dele foi gigante. A fala se desenvolveu muito e ele começou a se conectar mais com os colegas”, destaca.

Marcelo S. Córdoba, CEO da Maple Bear, aponta que o ambiente bilíngue pode favorecer o desenvolvimento de habilidades cognitivas, como atenção, memória e flexibilidade mental — competências que também impactam positivamente a comunicação e a interação social. Quando associado a um ambiente acolhedor, esse modelo educacional tende a potencializar ainda mais os avanços.

Além do progresso individual, o ambiente escolar teve papel fundamental nesse processo. A mãe ressalta o acolhimento por parte da instituição, das crianças e das famílias. “As crianças se aproximam de forma natural, brincam, se abraçam. Não existe essa barreira ou discriminação que a gente teme”, diz.

A convivência diária também contribuiu para fortalecer vínculos sociais, aspecto essencial no desenvolvimento de crianças no espectro. “Eu buscava entender se ele estava criando conexões, se tinha amigos. E foi muito bonito perceber esse movimento acontecendo aos poucos”, completa.

Hoje, a percepção da família é de que a escolha foi acertada. “É muito gratificante ver tudo o que ele conquistou. A gente tem certeza de que fez a escolha certa”, afirma Amanda.

Casos como o de Henry reforçam a importância de ambientes educacionais preparados para a diversidade e mostram como o ensino bilíngue, aliado a práticas inclusivas, pode ser um diferencial no desenvolvimento integral das crianças — promovendo não apenas aprendizado acadêmico, mas também autonomia, comunicação e inclusão social.

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