| Cresce entre os jovens a busca por aulas de costura, em meio ao movimento por autonomia criativa e novas formas de consumo O interesse por atividades criativas e feitas à mão tem crescido entre jovens de 18 a 29 anos. Um dos reflexos desse movimento é o aumento na procura por aulas de costura, que passam a ocupar um novo espaço na rotina dessa geração. Uma pesquisa de mercado da Singer, realizada neste ano com 1.223 consumidores em todo o país, revela que a Geração Z já responde por 52% dos usuários de máquinas de costura no Brasil. O dado indica uma mudança no perfil de quem se aproxima dessa prática, que deixa de ser associada apenas ao uso profissional e ganha novos significados. “A gente tem observado um crescimento muito significativo da geração Z nos cursos de costura. É um público que não está buscando necessariamente uma profissão, mas uma forma de se desconectar das telas e se reconectar com algo mais manual e significativo”, afirma Priscila Azevedo, designer de moda e fundadora da escola Vestida de Sonhos. Segundo ela, o interesse está ligado à possibilidade de criar e se expressar. A costura oferece algo que essa geração valoriza muito, a individualidade. Existe um encantamento em ver uma ideia se materializando. Além disso, a prática também se conecta à busca por experiências fora do ambiente digital e por espaços de convivência. “Muitos alunos chegam pela curiosidade, mas encontram também um espaço de troca e pertencimento”, destaca. Na Vestida de Sonhos, escola de costura em Brasília, esse movimento já aparece de forma concreta. Com atuação no ensino presencial e também no formato online, por meio de uma plataforma de streaming de costura (VDS+), cerca de 40% dos alunos pertencem à geração Z. Priscila Azevedo é designer de moda, costureira e empreendedora, fundadora da escola Vestida de Sonhos e da primeira plataforma de streaming de costura do Brasil. |
