Início Estilo de Vida “Bumbum triste” na menopausa: o adesivo hormonal ajuda?

“Bumbum triste” na menopausa: o adesivo hormonal ajuda?

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“A reposição pode contribuir para o bem-estar, mas não levanta os glúteos nem trata sozinha a flacidez e a celulite”, afirma a médica Danuza Alves

Além das ondas de calor, das alterações do sono e das mudanças de humor, muitas mulheres percebem outra transformação durante a menopausa: perda de firmeza nos glúteos, redução de volume e piora da aparência da celulite. O conjunto dessas mudanças passou a ser chamado de “bumbum triste” e levanta uma dúvida recorrente: o adesivo hormonal pode ajudar a recuperar o contorno da região?

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A médica Danuza Alves (CRM/RS 36568 e CRM/SP 219399), diretora médica da Clínica Leger de Porto Alegre e especialista em harmonização glútea, explica que o adesivo libera estradiol gradualmente pela pele e pode aliviar sintomas relacionados à queda hormonal quando existe indicação. Segundo ela, perda de firmeza, redução de volume e piora da celulite também aparecem com frequência nos atendimentos realizados com mulheres no climatério. “A reposição pode melhorar vários sintomas da menopausa, mas não corrige sozinha a flacidez, a perda de volume ou as depressões da celulite. É preciso identificar o que realmente mudou no corpo antes de definir o tratamento”, afirma.

A queda do estrogênio pode contribuir para a redução de colágeno, a diminuição da elasticidade da pele e mudanças na distribuição de gordura e na massa muscular. No entanto, o chamado “bumbum triste” não está ligado apenas aos hormônios. Envelhecimento natural, genética, sedentarismo, oscilações de peso e perda de massa muscular também interferem no formato dos glúteos e na aparência da celulite.

Por isso, mesmo mulheres com a reposição hormonal bem ajustada podem continuar incomodadas com a região. Quando essa é a principal queixa, a avaliação precisa observar a qualidade da pele, o volume, a musculatura, a flacidez e a presença de depressões causadas pela celulite. Em alguns casos, o cuidado pode envolver fortalecimento muscular e acompanhamento nutricional; em outros, procedimentos específicos para melhorar o contorno, recuperar volume ou tratar as irregularidades da pele.

O adesivo também não deve ser iniciado ou substituído por gel, comprimido ou implante sem orientação médica. Cada apresentação possui formas diferentes de absorção, doses específicas e indicações próprias. Para Danuza, o erro está em tratar a reposição como uma solução única para todas as mudanças dessa fase. “O hormônio pode melhorar muito a qualidade de vida quando bem indicado, mas não resolve automaticamente todas as transformações do corpo. A paciente precisa entender se a queixa é hormonal, muscular, estrutural ou relacionada à pele para receber uma indicação realmente adequada”, conclui.

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