quinta-feira, abril 30, 2026

Últimas Notícias

Alergia ou gripe? Como diferenciar sintomas e evitar a automedicação no outono

Com a queda das temperaturas, sintomas respiratórios se tornam mais frequentes. Entender as diferenças entre as doenças é essencial para evitar automedicação e buscar o tratamento adequado

Com o avanço do outono e a queda nas temperaturas, aumentam os casos de sintomas respiratórios — como espirros, coriza e congestão nasal — que costumam gerar dúvida: trata-se de alergia ou gripe? Embora possam parecer semelhantes à primeira vista, as duas condições têm causas, evolução e tratamentos bastante diferentes.

Segundo o médico otorrinolaringologista Dr. Gilberto Pizarro, do Hospital Paulista, entender essa distinção é essencial não apenas para aliviar os sintomas de forma adequada, mas também para evitar a automedicação, prática ainda comum entre os brasileiros.

“A gripe é causada por vírus e costuma vir acompanhada de sintomas sistêmicos, como febre, dor no corpo e mal-estar geral. Já a alergia está relacionada a uma reação do organismo a agentes como poeira, ácaros ou mudanças climáticas, e dificilmente causa febre”, explica o especialista.

Sintomas: onde está a principal diferença

De modo geral, a gripe tende a se manifestar de forma mais intensa e repentina. Febre, dor muscular, cansaço e dor de garganta são sinais clássicos. Já a rinite alérgica — uma das formas mais comuns de alergia respiratória — apresenta sintomas mais localizados e persistentes, como espirros frequentes, coceira no nariz, olhos e garganta, além de coriza clara.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as infecções respiratórias virais, como a gripe, estão entre as principais causas de atendimento médico no mundo, especialmente em períodos de temperaturas mais baixas.

No caso das alergias, a prevalência também é significativa: de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% da população brasileira apresenta algum tipo de doença alérgica, sendo a rinite uma das mais comuns.

Duração dos sintomas pode ser um indicativo

Outro ponto importante é o tempo de duração. A gripe costuma ter um ciclo definido, com melhora progressiva em cerca de 5 a 7 dias. Já as alergias podem enquanto houver exposição ao agente desencadeante.

“Se o paciente percebe que os sintomas aparecem sempre em determinadas situações, como ao entrar em ambientes fechados ou empoeirados, há uma forte indicação de quadro alérgico”, observa o Dr. Pizarro.

Automedicação: um risco silencioso

Apesar das diferenças, muitas pessoas recorrem a medicamentos por conta própria, o que pode mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico correto. Um levantamento do Conselho Federal de Farmácia (CFF) aponta que a automedicação é uma prática comum no Brasil, especialmente em casos de sintomas considerados “simples”, como os respiratórios. Segundo o especialista, o uso inadequado de antialérgicos e descongestionantes nasais pode trazer riscos.

Prevenção e diagnóstico: o papel do otorrino

A avaliação com um otorrinolaringologista é fundamental para identificar corretamente a origem dos sintomas e indicar o tratamento mais adequado. Além do diagnóstico, o especialista também pode orientar medidas preventivas, como controle de poeira doméstica, higiene nasal com soluções salinas e cuidados com a qualidade do ar em ambientes fechados.

Além disso, neste ano, especialistas chamam atenção para a circulação da cepa H3N3 do vírus influenza, que não estava contemplada na vacina da temporada anterior e tem sido associada ao aumento dos casos de gripe no país.

“Observamos neste período uma maior circulação do H3N3, o que ajuda a explicar o crescimento dos quadros gripais. Por isso, é fundamental que a população busque a vacinação o quanto antes, já que a imunização atualizada contribui para a proteção contra essa cepa”, reforça o otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial.  Referência em seu segmento e com alta resolutividade, conta com um completo Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia. Dispõe de profissionais de alta capacidade oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia.

Latest Posts

MAIS VISTAS