São Paulo, 20 de março de 2025 – Vista por muitos como um aspecto isolado de qualidade de vida, a saúde bucal vai além de um hábito que afasta situações desagradáveis, como mau hálito e dores de dente causadas por cáries. Na verdade, ela está profundamente ligada à saúde geral do corpo. No mês em que é celebrado o Dia Mundial da Saúde Bucal, a Acessa – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde, reforça a importância de manter uma boa higiene bucal para prevenir doenças sistêmicas e melhorar a qualidade de vida.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo¹, com doenças periodontais graves afetando aproximadamente 19% da população global. O dado preocupa, já que as bactérias presentes na boca podem se espalhar pelo organismo, impactando a saúde de forma geral e representando um risco adicional para pessoas em situações vulneráveis, como pacientes hospitalizados ou com sistema imunológico comprometido.
No Brasil, a situação epidemiológica ainda é desafiadora, devido às condições sociais e econômicas que influenciam o acesso aos serviços odontológicos². Há um esforço contínuo para melhorar o acesso a esses serviços, especialmente através da Estratégia de Saúde da Família, que é fundamentada no trabalho de equipes multiprofissionais, considerando especificidades territoriais, culturais e sociais, para desenvolver ações de saúde de acordo com as necessidades do local. Entre as ações, há a inclusão de equipes de saúde bucal. Essa estratégia tem contribuído para a redução das desigualdades no acesso aos cuidados bucais e para a melhoria da qualidade de vida da população³.
“A Acessa reconhece que o autocuidado em saúde não só melhora a qualidade de vida individual, como também contribui para a sustentabilidade do sistema de saúde, cujos recursos são finitos. E a saúde bucal é uma parte essencial desse cuidado, já que diversos estudos comprovam que uma boa higiene oral é fundamental não apenas para a prevenção de doenças como cáries e gengivite, mas também no impacto positivo na saúde do indivíduo como um todo. Portanto, incentivamos as práticas diárias de higiene bucal e queremos ampliar o conhecimento da população sobre a importância desse passo em suas rotinas”, afirma Cibele Zanotta, Presidente-Executiva da Acessa.
Passo a Passo para uma Boa Higiene Oral
- Escolha a Escova Certa: Use uma escova de dentes com cerdas macias e tamanho adequado para sua boca. Troque-a sempre que as cerdas estiverem esgarçadas.
- Técnica de escovação: Escove os dentes após as refeições, esperando cerca de 30 minutos após a última refeição para permitir que a saliva equilibre o pH bucal. Use movimentos circulares, cobrindo todas as superfícies dos dentes, incluindo a parte interna e externa, além das superfícies de mastigação.
- Uso do fio dental: Passe o fio dental entre todos os dentes, movendo-o suavemente para evitar cortes na gengiva. Use uma nova parte do fio em cada dente para evitar transferir resíduos.
- Higienização da língua: Use a escova de dentes ou um raspador para limpar a língua, removendo a saburra lingual que pode causar mau hálito.
- Enxágue Bucal: Se necessário, use um enxaguante bucal conforme recomendação do dentista para complementar a higiene.
Referências
¹ OMS – Oral Health https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/oral-health
² Saúde bucal: uma revisão crítica sobre programações educativas para escolares – https://www.scielo.br/j/csc/a/cL7Ym9gZJm7HnGyQrVkTtRs/#
³ Saúde da Família – https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/esf
Sobre a Acessa
Fundada em 1994, a ACESSA – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde é uma entidade sem fins lucrativos que promove e defende a importância do autocuidado em saúde e do uso responsável de medicamentos isentos de prescrição. A associação reúne empresas nacionais e multinacionais para garantir que os produtos e soluções de autocuidado sejam reconhecidos como essenciais para a saúde em todos os âmbitos, do bem-estar à economia gerada ao sistema de saúde, além de também manter uma estreita interlocução com órgãos governamentais e outras entidades nacionais e internacionais do setor.