sexta-feira, junho 14, 2024

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Saiba como diferenciar as principais doenças digestivas

No Dia da Saúde Digestiva (29), especialista do CEJAM dá dicas de prevenção e destaca os quadros que mais afetam jovens e adultos atualmente

As doenças digestivas são condições que atingem o sistema gastrointestinal, composto pelo esôfago, estômago, intestino delgado e grosso e reto. Por essa razão, os diagnósticos podem ser bastante diversos.

Segundo a Organização Mundial de Gastroenterologia, 20% da população mundial sofre com algum tipo de problema intestinal, por exemplo. Contudo, é preocupante que 90% dessas pessoas não buscam orientação médica, optando pela automedicação ou ignorando o problema. 

Manter a saúde digestiva em dia é essencial para o funcionamento adequado do organismo, uma vez que é por meio desse sistema que os nutrientes são absorvidos, distribuídos e eliminados do corpo.  

“No geral, as doenças digestivas mais frequentes entre os jovens incluem o refluxo gastroesofágico, a gastrite e a síndrome do intestino irritável. Nos adultos, observa-se uma prevalência maior da doença do refluxo gastroesofágico, úlcera gástrica e constipação intestinal”, afirma a Dra. Julia Vieira Kuster, gastroenterologista do Hospital Dia M’Boi Mirim I, gerenciado pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

A doença do refluxo gastroesofágico é uma condição em que o conteúdo do estômago volta para o esôfago, causando sintomas como azia, tosse seca e dor no peito. Ela é comumente causada pela má alimentação, sobrepeso ou obesidade e, em alguns casos, pela presença de hérnia de hiato.

Por outro lado, a gastrite e a úlcera gástrica estão mais associadas ao uso de medicamentos que agridem a mucosa gástrica, como anti-inflamatórios não esteroides, e a infecção pela bactéria Helicobacter pylori.

“Os sintomas da gastrite incluem azia, sensação de queimação, dor no estômago, náuseas, inchaço abdominal e falta de apetite. Estresse, tabagismo e consumo excessivo de álcool também podem contribuir para o desenvolvimento dessa condição, que pode surgir de forma aguda ou crônica no organismo”, explica a médica.

Já a síndrome do intestino irritável está frequentemente relacionada a uma alimentação inadequada, transtornos de ansiedade e depressão, além de um desequilíbrio da microbiota intestinal. Ela é caracterizada por cólica, desconforto abdominal, diarreia, prisão de ventre e gases. A constipação intestinal, por sua vez, na maioria dos casos, está associada à ingestão insuficiente de alimentos ricos em fibras e água.

“No que diz respeito à alimentação, para evitar doenças digestivas, o ideal é seguir uma dieta rica em frutas, verduras e alimentos com alto teor de fibras, além de manter uma hidratação adequada. É recomendável evitar o consumo de alimentos gordurosos, ultraprocessados como bolachas recheadas e macarrão instantâneo, bebidas alcoólicas, refrigerantes e alimentos com alto teor de açúcar”, ressalta.

O cuidado com a saúde mental também é uma forma de prevenir complicações e merece atenção, pois ansiedade e estresse podem potencializar alguns quadros, segundo a especialista.

“Isso ocorre porque tanto a ansiedade como o estresse estimulam a secreção de certos hormônios e neurotransmissores que alteram a secreção gástrica e aumentam a sensibilidade da mucosa gastrointestinal, podendo contribuir para a sensação de dor, desconforto e má digestão. A estratégia mais eficaz é melhorar o estilo de vida e, se possível, contar com um acompanhamento multidisciplinar, incluindo psicólogos”, afirma a Dra. Julia.

É crucial estar atento aos sinais do corpo, pois, em casos mais graves, é possível, ainda, desenvolver neoplasia gástrica ou intestinal. Nesses casos, entre os primeiros sintomas que devem acender o alerta estão perda de peso não intencional, anemia sem explicação, mudança repentina do hábito intestinal e presença de sangue nas fezes.

Embora todas essas doenças digestivas sejam as mais comuns entre jovens e adultos, é importante destacar que a maioria delas pode ser prevenida através de uma dieta equilibrada, prática regular de atividade física, rotina de sono adequada e evitando o uso desnecessário de medicamentos.

“Ao perceber qualquer sintoma gastrointestinal, é de extrema importância procurar ajuda médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. Para isso, recomenda-se procurar a unidade de saúde pública mais próxima”, conclui a médica.

Sobre o CEJAM   

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com prefeituras locais, nas regiões onde atua, ou com o Governo do Estado, no gerenciamento de serviços e programas de saúde nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Itu, Campinas, Carapicuíba, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Francisco Morato, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.

No ano de 2024, a organização lança a campanha “366 Novos Dias de Cuidado, Amor e Esperança: Transformando Vidas e Construindo um Futuro Sustentável”, reforçando seu compromisso com o bem-estar social, a preservação do meio ambiente e os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança).

Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.

A woman in white dress suffering from acid reflux or GERD on a light gray background, Gastroesophageal Reflux Disease, The concept of Medical treatment and Healthcare

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