sexta-feira, 19 agosto, 2022

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Quais as diferenças entre Private Equity e Venture Capital?

O investimento direto em empresas privadas e o capital de risco podem ser uma excelente estratégia de diversificação para investidores em busca de boas teses de crescimento

Você sabe o que empresas como Google, Facebook, Netflix, Uber, Nubank, iFood e 99 têm em comum? Essas gigantes da tecnologia, quando estavam se desenvolvendo, receberam investimentos diretos para se tornar o que são hoje.

O caminho para que uma empresa emita ações e se torne pública é longo e passa por diversas fases de maturação, dentre as quais se destaca o venture capital e o private equity, modalidades de investimento direto em empresas que não foram listadas em bolsas de valores.

Mas o que são exatamente essas estratégias de investimento? Quais são suas vantagens e seus riscos?

Para saber a resposta dessas e de outras questões, continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre as diferenças entre o private equity e o venture capital.

O que é private equity e venture capital?

De maneira geral, podemos dizer que são formas de investimento direto em empresas privadas, ou seja, que ainda não abriram seu capital e não têm ações listadas em bolsas de valores.

O private equity, ou investimento em empresas privadas, abrange negócios de maior porte e mais amadurecidos, enquanto o venture capital, também chamado de capital de risco, envolve o investimento em empresas que ainda estão em seus estágios iniciais de desenvolvimento e, portanto, são menos maduras, e cujos modelos de negócio ainda não foram plenamente validados.

Qual é a diferença entre as operações de private equity e venture capital?

Podemos dizer que a principal diferença entre essas duas modalidades de investimento privado tem a ver com o risco e a perspectiva de resultados futuros.

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Nas operações de private equity, os investidores buscam empresas que já tenham um modelo de negócios comprovado e gerem um faturamento consistente, ao passo que, nas operações de venture capital, o principal foco é a inovação e o potencial de ganho de escala de uma solução que ainda não passou por todas as etapas de validação, sendo, portanto, a forma mais comum de investir em startups, ou empresas de tecnologia disruptiva.

Por essa razão, o private equity é uma estratégia mais restrita a investidores profissionais, institucionais e de alta renda, enquanto o venture capital vem ganhando espaço na carteira de pequenos investidores, especialmente através de captações de “crowdfunding”, modalidade de investimento participativo em que um grupo de pessoas se une para financiar empresas e projetos do seu interesse.

Existem ainda empresas e fundos de investimento listados em bolsa especializados em realizar aportes de private equity e venture capital, servindo de alternativa para pequenos investidores que desejam ter exposição a empresas privadas, sem ter o trabalho de selecionar as oportunidades no mercado.

Vantagens e riscos

Outra diferença entre o private equity e o venture capital tem a ver com o potencial de lucro de ambas as operações. Como o private equity está mais concentrado em empresas estabelecidas e de menor risco operacional, o potencial de ganho em relação ao venture capital é menor, já que este busca ganhar com o crescimento exponencial das soluções financiadas.

Exemplos de private equity e venture capital

Assim, uma empresa que está desenvolvendo um aplicativo para facilitar o acesso de pessoas sem planos de saúde a consultas médicas privadas precisa de capital para financiar todo o processo de concepção e implementação da solução.

Essa startup vai buscar no mercado investidores interessados na sua tecnologia, que ainda não está plenamente operacional. Esse é um exemplo de venture capital.

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Por outro lado, um banco digital privado de médio porte, que deseja levantar recursos para ampliar sua base de clientes e acessar novos mercados, receberá aportes de empresas e fundos de investimento direto, já que se trata de uma empresa operacional e com faturamento consistente. Esse é um exemplo de private equity.

Como podemos ver a partir dos exemplos acima, o venture capital é muito mais arriscado do que o private equity. No entanto, seu potencial de retorno, por outro lado, é muito maior, uma vez que, se a startup ganhar tração e sua tecnologia tiver adesão em massa, os investidores serão remunerados proporcionalmente ao crescimento da empresa.

Por fim, vale lembrar que essas duas modalidades de investimento são consideradas ilíquidas, ou seja, é muito difícil resgatar o aporte feito antes do prazo previsto para a saída da operação, sendo, assim, ideais para investidores com um horizonte maior de tempo.

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