sexta-feira, 19 agosto, 2022

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O que são fundos de hedge?

A primeira dos investimentos é nunca perder dinheiro, como diz Warren Buffett. E o maior investidor do mundo de fato segue essa regra à risca, escolhendo investimentos de risco variado para sua carteira.

Sim, mesmo alocando todo seu patrimônio em ações, cada empresa do portfólio de Buffett possui um risco específico. Só que nem todo investidor possui paciência e tempo para analisar várias empresas e se proteger via diversificação.

Nesse sentido, os fundos de hedge servem como uma ferramenta mais geral de exposição ao mercado. Esses fundos têm o objetivo de proteger o capital e garantir altos retornos, mas podem ser arriscados. Por isso, veja agora o que são fundos de hedge e quais as vantagens e riscos de investir neles.

O que são fundos de hedge?

A palavra hedge significa literalmente “proteção” em inglês, ou seja, os fundos de hedge são fundos de cobertura contra perdas financeiras que, ao mesmo tempo, buscam entregar rendimentos elevados ao fundo.

Esses fundos possuem um gestor, que cuida da administração do capital aplicado no fundo. Quem se interessa em investir nesses fundos adquire cotas, tornando-se um cotista do fundo.

Diferentemente de outros fundos, o gestor do fundo de hedge goza de uma ampla liberdade de investimento, podendo aplicar os recursos do fundo em diversas áreas. Assim, um fundo de hedge pode investir em vários tipos de mercado, entre os quais estão alguns exemplos:

  • renda fixa;
  • ações;
  • câmbio;
  • commodities;
  • derivativos (opções e mercados futuros);
  • day trade;
  • arbitragem;

Tudo isso de uma só vez, o que dá ao gestor a possibilidade de obter altos retornos com múltiplas estratégias.

Além disso, os fundos de hedge não possuem limitações percentuais de investimento em uma classe de ativos. Por exemplo, há fundos de ações que não podem investir mais de 60% do seu capital em renda variável, o que limita os retornos que o gestor poderia gerar aos cotistas. Os fundos de hedge, por outro lado, não possuem essa limitação e podem investir o quanto quiserem.

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No mercado brasileiro, o termo fundos de hedge não é tão utilizado, mas existem muitos fundos que atuam nesse setor. Aqui, eles recebem o nome de fundos multimercado, devido à capacidade de investir em vários mercados diferentes.

Particularidades dos fundos de hedge

Como possuem uma ampla liberdade de investimento, os fundos de hedge são muito difíceis de serem classificados. Até o termo “multimercado” é amplo e muito vago para definir o que são esses fundos.

Mesmo assim, os fundos de hedge possuem algumas características que os diferenciam de outros mercados. Além da maior liberdade, esses fundos geralmente contam com uma equipe altamente especializada e multisetorial, pois lidam com vários mercados ao mesmo tempo.

Outra particularidade — essa bastante polêmica — é que os fundos de hedge não são obrigados a divulgar certas informações ao mercado. Por isso, grande parte desses produtos não possui um alto grau de transparência com o investidor, já que não divulgam informações periodicamente.

Por sua natureza de diversificação e alto risco, os fundos de hedge tendem a ser voltados para investidores de alta renda e com muito capital. Isso se reflete no valor mínimo para investimento, que geralmente supera a faixa dos R$ 20 mil ou até mais, e no fato de que esses fundos normalmente são exclusivos para investidores qualificados (que possuem R$ 1 milhão ou mais de patrimônio).

Fundos de hedge como proteção?

Fundos de hedge não servem como forma de proteger o patrimônio do investidor, mesmo que o nome indique o contrário. Na verdade, esses fundos buscam aumentar o retorno do cotista muito acima do mercado, o que, consequentemente, os leva a tomar mais riscos.

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A maior vantagem dos fundos de hedge em termos de proteção é justamente o fato de poderem investir em muitas áreas diferentes, reduzindo o risco de concentração. Dessa forma, o fundo se protege por meio da diversificação em vários mercados.

Mas os fundos de hedge tomam riscos que podem levá-los até a falência, como aconteceu com o Long-Term Capital Managment em 1998. Conhecido como LTCM, era um fundo de hedge altamente alavancado, que figurou entre os maiores do mundo, mas faliu em 1998.

Para evitar uma crise global, o LTCM teve que receber um resgate de US$ 3,6 bilhões de um grupo de 14 bancos. Mesmo contando com alguns dos maiores gestores do planeta, o fundo não conseguiu evitar seu colapso e quase levou o mercado junto.

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