quinta-feira, julho 23, 2026

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Networking ganha peso estratégico no crescimento dos negócios em São José dos Campos (SP)

Pesquisa mostra que mais de 15 mil empresas foram abertas no primeiro semestre; para Paulo Corsi, confiança e reputação influenciam parcerias, investimentos e expansão empresarial.

Em um ambiente de crescimento econômico e juros elevados, as empresas tendem a adotar critérios mais rigorosos para investir, contratar fornecedores e estabelecer parcerias. Nesse contexto, a construção de redes profissionais passa a influenciar diretamente a geração de oportunidades e o desenvolvimento dos negócios.

Esse cenário ganha uma dimensão local em São José dos Campos, que registrou a abertura de 15.014 empresas no primeiro semestre de 2026. O número representa um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2025, quando 13.051 novos negócios foram formalizados, e uma alta de 28,2% na comparação com os 11.714 registros dos primeiros seis meses de 2024.

Os microempreendedores individuais representam a maior parte das novas empresas. Dos negócios abertos no município neste ano, 11.596 são MEIs, o equivalente a quase 77% do total. O número cresceu 14,8% em relação a 2025. As demais 3.418 empresas, enquadradas em outras naturezas jurídicas, apresentaram crescimento de 15,8% no mesmo comparativo.

Os dados são da Sala do Empreendedor, ligada à Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos. O órgão centraliza serviços relacionados à abertura, à regularização e ao licenciamento de empresas no município.

O aumento do número de negócios amplia o ambiente empresarial da cidade e coloca novos empreendedores diante da necessidade de conquistar clientes, encontrar fornecedores, acessar informações e estabelecer parcerias para desenvolver suas atividades.

Para Paulo Corsi, especialista em networking e diretor executivo do BNI na região Leste Paulista, os dados indicam que a capacidade de construir relações de confiança está ligada à troca de informações, ao acesso a conhecimentos externos e à identificação de oportunidades.

“Os negócios deixaram de acontecer somente com base em uma boa proposta comercial. A confiança, a reputação e o relacionamento influenciam a formação de parcerias, a indicação de fornecedores, a captação de investimentos e os processos de expansão. O networking passou a ser tratado como um ativo estratégico.”

Segundo Corsi, empresários e executivos têm buscado desenvolver essas relações de maneira mais estruturada, por meio da participação em associações empresariais, eventos setoriais, fóruns, grupos de negócios e conselhos consultivos.

“Ampliar a lista de contatos não garante resultados. Uma rede profissional se fortalece quando existe credibilidade, troca de conhecimento e disposição para gerar valor para as pessoas envolvidas. Esse trabalho exige frequência, confiança e visão de longo prazo.”

Na avaliação do especialista, a participação em ambientes de discussão também contribui para que as empresas acompanhem mudanças no mercado, identifiquem possíveis parceiros e tomem decisões com mais informação.

“Quando os executivos mantêm contato com empresários de diferentes áreas, conseguem ampliar a leitura sobre o mercado, entender desafios comuns e acessar experiências que podem apoiar suas decisões. Informação e relacionamento têm influência direta na gestão dos negócios.”

Para Corsi, o networking tende a ganhar espaço na estratégia das empresas à medida que as decisões de investimento se tornam mais criteriosas e os negócios passam a depender de redes formadas por fornecedores, especialistas, clientes, parceiros e investidores.

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