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Gustavo Abdulklech e Leonardo Motta abrem vantagem após cinco regatas disputadas na Escola de

O Mundial de Snipe Júnior 2019 tem o domínio total da dupla brasileira Gustavo Abdulklech e Leonardo Motta, que representa o Iate Clube do Rio de Janeiro. Os venceram quatro das cinco regatas disputadas em (SP) e abriram 11 pontos de vantagem para os três barcos que dividem a segunda colocação do evento.

Nas duas provas disputadas nesta quinta-feira (3) no Canal de São Sebastião, Gustavo Abdulklech e Leonardo Motta conseguiram um segundo lugar na primeira e venceram a última do dia. Os dois têm apenas 6 pontos perdidos.

Os resultados colocam os cariocas no caminho do título Mundial de Snipe Júnior 2019. Faltam apenas quatro regatas e ainda entrará o descarte do pior resultado. Mesmo com a vantagem confortável, os dois pretendem seguir a mesma estratégia nas próximas provas em Ilhabela (SP).

”Fizemos um dia bom e conseguimos continuar a andar rápido, mesmo com alguns erros. Vamos analisar o vento de amanhã (quinta) para tomar as decisões. Mas nosso objetivo é seguir o que estamos fazendo”, disse o timoneiro Gustavo Abdulklech, que levou mais uma vez o prêmio The Best of the day.

Como manda a regra, os líderes entram na água com uma bola dourada na vela principal. Outros eventos como o Tour de France de ciclismo, por exemplo, sempre indentificam o primeiro colocado no geral na prova seguinte. 

Gustavo Abdulklech e Leonardo Motta foram superados no Mundial de Snipe Júnior em apenas uma regata. Os portugueses Mafalda Pires e Tomas Pires ganharam a primeira prova do dia e assumiram a segunda colocação no geral.

Outros dois barcos estão com a mesma pontuação dos irmãos Pires, com desvantagem apenas pelos critérios de desempate. Os brasileiros Matheus Oliveira e Rafael da Silva (Escola de Vela de Ilhabela) e Rafael Rizzato e Gerald Wicks (Yacht Clube da Bahia) também somam 17 pontos perdidos.

”Ficamos felizes pelo resultado. Bastante decente. A primeira regata foi boa e a segunda nem tanto. Temos pontos a melhorar para as próximas”, contou o português Tomas Pires. 

A dupla campeã mundial júnior vai levar pra casa o Troféu Vieri Lasinio Di Castelvero nas provas de 2 a 5 de outubro. Podem disputar velejadores de até 22 anos a competição internacional.

São ao todo 15 barcos de cinco países: Argentina, Brasil, Japão, Portugal e Uruguai. A Escola de Vela Lars Grael é a sede a competição.

As regatas desta quinta-feira foram realizadas com vento de sul e intensidade variando de 15 a 19 nós. A organização deve fazer mais duas provas nesta sexta-feira (4).

Conselho dos campeões

O desempenho de Gustavo Abdulklech e Leonardo Motta indica que os cariocas devem levar pra casa o Troféu Vieri Lasinio Di Castelvero. É possível até que matematicamente a competição seja decidida na sexta-feira.  

Os gaúchos Tiago Brito e Antonio Rosa viveram situação parecida e trouxeram para Porto Alegre (RS) o título mundial da versão juvenil em 2017, quando o evento ocorreu em La Coruña, na Espanha.

Presentes no litoral norte paulista para o Mundial Sênior, que começa na semana que vem, os velejadores deram dicas preciosas aos compatriotas mais novos.

”Eles têm que esquecer a pressão e continuar velejando bem! E não deixar o nervosismo bater, colocando tudo por água abaixo. Tem tudo para que eles sejam campeões”, aconselhou Tiago Brito. 

O proeiro Antonio Rosa também falou a respeito da vantagem da dupla carioca no Mundial Júnior. ”Em La Coruña a gente não mudava muito que havíamos treinado. Tem que velejar como se faz em casa!”.

O evento principal do terá mais de 80 duplas de 12 países e sua abertura oficial será no sábado (5).

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