sexta-feira, junho 14, 2024

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Mais livros, menos telas: redes sociais são o vilão da leitura para 60% dos brasileiros

Redes sociais são os maiores vilões da leitura no país, apontam 6 em cada 10 brasileiros

An anonymous teenage boy typing text messages on his smartphone while lying on a couch at home.
Dados são da Preply, que descobriu como pessoas de diferentesregiões têm se relacionado com o mundo das palavras 
Quando o assunto são os livros, você sente que tem encontrado dificuldades ao tentar substituir o tempo online por horas de leitura? Se sua resposta for “sim”, saiba que não está sozinho: durante a mais nova pesquisa da plataforma Preply, 6 em cada 10 brasileiros entrevistados apontaram as redes sociais como o grande empecilho para desenvolverem uma rotina de leitura constante — muito à frente de obstáculos como o excesso de demandas profissionais ou pessoais. 
Isso porque, para compreender como pessoas de todas as regiões enxergam o mundo das palavras, a especialista no ensino de idiomas pediu que centenas de brasileiros de todas as regiões compartilhassem suas experiências com os livros, dos gostos literários aos ambientes mais propícios para se dedicar a uma nova história. Durante o levantamento, os respondentes ainda puderam apontar os maiores “vilões” da leitura no Brasil, entre opções como os conteúdos audiovisuais e tarefas de trabalho.
Os brasileiros estão lendo menos — e a culpa é das redes sociais 
Diante de um cenário de barreiras no acesso aos livros, baixos investimentos na educação e, em contrapartida, ascensão dos entretenimentos digitais, não é incomum que as pessoas tendam a enxergar a própria relação com os livros negativamente — impressão também reafirmada no levantamento conduzido pela Preply. 
Para se ter uma ideia, depois de serem solicitados a avaliar as próprias experiências de leitura ao longo do tempo, aproximadamente 60% dos internautas compartilharam relações de distanciamento do universo das palavras, seja porque nunca tiveram interesse na literatura (16,6%) ou porque perderam o hábito de ler livros no decorrer dos anos (41,2%).
Se somados, são números maiores que a parcela que acredita estar lendo cada vez mais (28%) ou que vem mantendo o hábito ao longo do tempo (14,2%). 
Os obstáculos elencados são diversos, mas parecem se dividir em dois grupos: em primeiro lugar, as distrações e hobbies alternativos, como é o caso das redes sociais (58,8%) e conteúdos audiovisuais (programas de TV, filmes e séries) (35,2%), seguidos pelas clássicas responsabilidades que geralmente interferem na disposição dos brasileiros — das demandas profissionais (48,6%) às familiares (40,%) e domésticas (33,8%).

Com tantas obrigações dentro e fora do escritório, não causa surpresa que a falta de incentivo ou motivação (15,2%) ainda apareça entre os maiores impeditivos para uma vida de leitura recorrente. 

Afinal, o que (e como) leem os brasileiros? 

Embora nem todos os entrevistados no estudo da Preply se reconheçam como amantes da literatura, algo que o levantamento deixa claro é como, ao menos entre os que se entendem como tal, há muito a dizer sobre a paixão pelos livros — uma relação pautada por diferentes rituais, escolhas e preferências. 

Quando o assunto são as diversas modalidades de leitura, por exemplo, se enganam aqueles que apostam na popularidade de certos formatos tidos como mais “modernos”: de acordo com cerca de 60% dos entrevistados, o livro impresso permanece sendo a opção mais agradável para se dedicar a uma boa história, percentual que o coloca muito à frente de alternativas em ascensão como os e-books (11,6%) e audiolivros (6,2%). 

Em meio à ampla variedade de gêneros literários, por sua vez, as opiniões tendem a ser um pouco menos unânimes, com os livros de ficção (49,2%) e autoajuda (44,6%) liderando o topo de um pódio no qual também se destacam as histórias de mistério ou suspense (32,2%), fantasia e ficção científica (26,8%) e, claro, as boas e indispensáveis histórias de amor (28,4%).

Mas e quanto às melhores ocasiões para se dedicar à leitura? O que dizem os brasileiros? Ao serem questionados sobre as situações que mais costumam exigir a companhia de um livro, 8 em cada 10 entrevistados demonstraram predileção pelos momentos tranquilos em casa, enquanto outros afirmaram ler mais durante os períodos de espera (21,8%) e viagens de férias (19%), ambos marcados por certo ócio e despreocupação.

“A leitura consistente melhora a função cognitiva, aumenta a empatia e expande o conhecimento. É um treino para sua mente e alma”, comenta Sylvia Johnson, líder de Metodologia da Preply. “Para cultivar esse hábito, comece com o conteúdo que você adora, estabeleça metas gerenciáveis e faça da leitura uma rotina diária. Lembre-se, não se trata de velocidade, mas de compreensão e prazer.” 

Metodologia 

Para investigar os hábitos de leitura no Brasil, nas últimas semanas, 500 entrevistados de todas as regiões foram solicitados a responder a 10 questões envolvendo certos detalhes de suas relações e experiências com os livros, dos gêneros literários favoritos aos melhores ambientes para se estar na companhia de uma boa história. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais é possível conferir o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados. 

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