Procedimento cresce na cirurgia plástica por oferecer resultados mais naturais, mas ainda gera dúvidas sobre duração, limites e segurança

Com o avanço das técnicas médicas e a popularização de conteúdos sobre estética nas redes sociais, a cirurgia plástica nunca esteve tão em evidência e, ao mesmo tempo, cercada por desinformação. Entre promessas exageradas e expectativas irreais, a lipoenxertia se destaca como um dos procedimentos que mais geram dúvidas entre pacientes. A técnica, que utiliza a própria gordura do paciente para restaurar volume e melhorar a qualidade da pele, tem ganhado espaço por entregar resultados mais naturais. Mas o que, de fato, é mito e o que é verdade?
Para esclarecer os principais pontos, o cirurgião plástico Dr. Gerson Julio, com mais de 30 anos de experiência e mais de nove mil cirurgias realizadas, explica o que considerar antes de optar pelo procedimento. “Desmistificar essas crenças é fundamental para que os pacientes tenham expectativas realistas e possam tomar decisões mais seguras”, afirma.
Pensando nisso, o especialista selecionou alguns mitos e verdades sobre o procedimento. Confira, a seguir:
1. Toda a gordura enxertada permanece no corpo
Mito. Nem toda a gordura reinjetada sobrevive. Uma parte é naturalmente reabsorvida pelo organismo durante o processo de cicatrização. “Isso é absolutamente esperado. O resultado imediato não é o final. Ele costuma se estabilizar entre três e seis meses, quando apenas a gordura que se integrou aos tecidos permanece”, explica o médico. Além disso, cada organismo reage de forma diferente ao enxerto, o que faz com que os resultados variem de paciente para paciente.
2. A lipoenxertia serve apenas para aumentar volume
Mito. Além do volume, a técnica também contribui para a qualidade da pele. “A gordura possui propriedades regenerativas que ajudam na textura e vitalidade dos tecidos”, afirma o especialista.
3. É possível combinar lipoenxertia com próteses
Verdade. Em alguns casos, a técnica pode ser associada a próteses, especialmente em cirurgias de mama ou glúteos. “A lipoenxertia permite ajustar contornos e melhorar a transição entre os tecidos ao redor da prótese, o que ajuda a trazer mais naturalidade e harmonia ao resultado”, explica.
4. Quanto mais gordura for enxertada, melhor será o resultado
Mito. Existe um limite seguro de aplicação. “Volumes excessivos podem comprometer a integração do enxerto e aumentar o risco de reabsorção ou irregularidades”, alerta o cirurgião.
5. O resultado depende de planejamento e cuidados no pós-operatório
Verdade. Cada paciente possui características anatômicas e expectativas diferentes, e a avaliação detalhada é fundamental para definir a melhor estratégia cirúrgica. Além disso, o sucesso do procedimento vai além da cirurgia. “Fatores como técnica, características do paciente e cuidados no pós-operatório influenciam diretamente na sobrevivência da gordura enxertada”, reforça.
Para o Dr. Gerson Julio, o principal ponto é alinhar expectativa e realidade. “A lipoenxertia é uma ferramenta extremamente valiosa na cirurgia plástica moderna, especialmente para quem busca naturalidade. Mas o resultado depende de avaliação individualizada e de um planejamento cuidadoso”, conclui.
Sobre o Dr. Gerson Julio
Com mais de 30 anos de experiência e mais de 9 mil cirurgias realizadas, o Dr. Gerson Julio é um dos grandes nomes da cirurgia plástica estética no Brasil. Com Graduação em Medicina pela Unicamp, além de residência e mestrado pela mesma universidade, Gerson é referência por sua precisão técnica e abordagem humanizada em procedimentos corporais e faciais. Visionário, trouxe para seu consultório práticas norte-americanas inovadoras, como o protocolo Recovery Express, e foi pioneiro no uso do fio PTS no abdômen, eliminando a necessidade de drenos há mais de duas décadas.

