sexta-feira, 19 agosto, 2022

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Homem é vítima de racismo ao lado do filho em São Paulo

O vídeo gravado pela vítima mostra uma mulher proferindo ofensas ao homem que atravessava a rua com o filho 12 anos

Um vídeo está dando o que falar nas redes sociais durante a semana. As imagens registradas foram feitas no último sábado (12) e o momento em que um homem sofre ofensas racistas uma mulher ainda não identificada no bairro do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo.

O homem chamado Leandro Antônio Xavier tinha ido buscar o filho na casa da ex-esposa e enquanto estava atravessando a rua, começou a ser vítima das ofensas. Na hora, ele o auxiliar serviços gerais começou a filmar a mulher o ofendendo, mas nem isso constrangeu a agressora que continuou destilando seu ódio a ele.

No vídeo, a mulher o chama de “macaco”, “orangotango” e “chimpanzé” e ainda que tem “carta branca” e que vai xingá-lo “o quanto quiser”. Quando Leandro fala “Vai, continua xingando preto”, ela rebate gritando “É preto, macaco, e aí? Preto, macaco, chimpanzé. Posta que eu vou te processar e pegar o dinheiro. Xingo o quanto quiser, tenho carta branca. Preto, macaco, chimpanzé, orangotango. Vai posta”.

Assista ao vídeo abaixo:

Em entrevista aos jornais Bom dia São Paulo e SPTV2, Leandro contou que o episódio tem perturbado seu sono e desabafou que sua maior preocupação é com o filho que assistiu a tudo. “Eu não consegui o vídeo até hoje. Não dormi direito, fiquei pensando nisso. O que mais me dói é que meu filho estava comigo. Ele é um moleque sossegado, talvez seja só uma preocupação minha, mas não sei como fica a cabeça dele. Depois conversei com ele e disse que o pai tomaria uma providência”, relatou Leandro que registrou um Boletim Ocorrência de injúria racial.

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Conforme o artigo 140 do Código Penal, o uso da palavra depreciativa referente a raça e cor com a intenção ofender a honra da vítima é um crime de injúria racial e pode ter pena de reclusão de um a três anos. Além da injúria racial, a mulher pode responder pelo crime de racismo que prevê de três a cinco anos de reclusão.

“Em pleno século 21 a pessoa falar daquela forma, como você não fosse nada? O que ela fez não pode se repetir, e se a gente ficar calado as pessoas continuam fazendo isso”, ressaltou Leandro.

O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo que iniciou nesta terça-feira (15) a investigação para identificação da autora e esclarecimento dos fatos.

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