segunda-feira, maio 27, 2024

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Dipirona e paracetamol contra dengue: saiba quais cuidados tomar ao procurar um medicamento para combater os sintomas da doença

Medicações são indicadas para o tratamento da dengue porque não influenciam na coagulação sanguínea
 

Dipirona e paracetamol são dois velhos conhecidos da maior parte dos brasileiros para
aliviar a dor e combater a febre. Mas, o que pode ser uma surpresa para algumas
pessoas é que esses dois medicamentos de baixo custo são uns dos poucos
indicados para tratar a dengue, já que não interferem na coagulação sanguínea.
Sangramentos (hemorragias) podem ser uma consequência dos casos mais graves da
doença e alguns remédios devem ser evitados.

Ao contrário de drogas como nimesulida e ibuprofeno, que têm propriedades anti-
inflamatórias (atuam no combate das inflamações) e podem alterar a coagulação do
sangue, a dipirona e o paracetamol atuam especificamente na regulação da
temperatura corporal e do alívio da dor, manifestações comuns da infecção por
dengue. Por isso, são os remédios mais recomendados para o tratamento dos
sintomas.

Os sintomas mais comuns da infecção por dengue são: dor de cabeça intensa, dor
atrás dos olhos, dores musculares e articulares, além de náusea e vômito. “De forma
resumida, eles atuam bem nos sintomas da dengue: febre e dor. E isso sem alterar a
coagulação. Ou seja, baixando a febre e diminuindo a dor sem o efeito colateral
indesejável que é o sangramento”, explica Alvaro Pulchinelli, médico patologista
clínico e toxicologista, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e
Medicina Laboratorial (SBPC/ML).

Mas, antes de entender como esses remédios agem no nosso corpo, vale lembrar que
não existe medicação disponível no mercado que combate os vírus da dengue (DENV-
1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), elas apenas amenizam seus sintomas.

Como a dipirona e o paracetamol agem no corpo?
A dipirona e o paracetamol são medicamentos analgésicos que atuam para inibir a
produção de prostaglandinas, substâncias químicas responsáveis pela sensação de
dor. Assim, quando ingeridos, são absorvidos principalmente pelo intestino e entram
na corrente sanguínea, onde são distribuídos pelo nosso corpo, incluindo as áreas
doloridas.

Uma vez que os remédios alcançam esses locais, eles atuam como inibidores da
enzima responsável pela síntese dessas substâncias e como resultado, a produção de
prostaglandinas é reduzida ou interrompida, o que diminui a sensação de dor. Desse
modo, tanto a dipirona quanto o paracetamol exercem seu efeito analgésico, ajudando
a aliviar a dor e desconforto associados aos sintomas da dengue.

“Esses medicamentos aliviam os sintomas. Veja que nós não estamos falando aqui de
forma alguma que eles combatem o vírus da dengue. Não é isso. Essas drogas vão
contrabalancear e contra-atacar os efeitos da infecção do vírus da dengue no nosso
organismo”, acrescenta Pulchinelli.

Vale ressaltar que ao apresentar possível quadro sintomático da doença, é importante
procurar um serviço de saúde para receber diagnóstico e tratamento adequado, como

alerta o Ministério da Saúde. A automedicação pode mascarar sintomas mais graves e
atrasar o processo de tratamento para dengue.

Além disso, o médico lembra ainda que a automedicação é perigosa devido a
possíveis resistências a remédios porque algumas pessoas podem apresentar reações
alérgicas a certos componentes presentes nos remédios. Por isso, consultar um
profissional de saúde ajuda a evitar esses quadros mais graves.

Também é importante destacar que qualquer medicação pode apresentar efeitos
colaterais. No caso do paracetamol, por exemplo, um dos principais é a alteração
hepática, especialmente em uso excessivo ou de doses muito altas do medicamento.

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