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A ministra da , , disse ao Poder360 que o consumidor brasileiro deve se acostumar com o aumento no preço da nos últimos meses. A alta desde janeiro foi de 5% a 26%, dependendo do corte.

“Vai ter uma estabilização. Não vai ter mais essas puxadas. Mas não tem perigo de voltar ao que era. Mudou o patamar. Já tinha mudado o da soja, do milho”, afirmou a ministra. “A carne ficou por 3 anos com valor muito baixo. Isso faz com que o sinta mais essa subida”.  Ela disse que não faltará carne nos açougues. “O risco de desabastecimento é zero.”

A alta é consequência sobretudo do aumento da demanda dos chineses. A peste suína africana levou à perda de 40% do rebanho de suínos do país. Com isso, a está comprando mais carne bovina de muitos países, incluindo o . As exportações para o país asiático passaram de 20.000 toneladas em junho para 65 mil em outubro.

Tereza Cristina aponta também a combinação de fatores climáticos com a baixa remuneração dos produtores. “Tivemos uma seca 1 pouco prolongada neste ano, com pastos não de muita qualidade para fazer o acabamento do gado. Geralmente,  o que o produtor faz é dar ração para o gado para fazer o acabamento. Neste ano, com o valor da arroba, não fechava a conta, então a maioria não conseguiu fazer isso e houve 1 retardamento da oferta de boi gordo”, disse.

Com a elevação dos preços, a ministra aposta em aumento da produção, o que beneficiará o consumidor a médio prazo. “O produtor vinha tendo muitos problemas, querendo até trocar de atividade, porque estava tendo prejuízo”, afirmou. “A produção vai aumentar. Podemos diminuir o tempo de abate, tendo animais mais jovens no peso ideal”, disse.

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Outro fator que tem influenciado os preços é a disputa comercial entre China e EUA, com ampliação das restrições d e acesso a mercados entre eles. “Essa negociação arrastada China aumenta o problema, porque os EUA são um grande produtor de carne, aves e suínos, muito maiores do que o Brasil. Nos estamos ocupando o espaço. Espero que não momentâneo”, destacou a ministra.

Tereza Cristina disse que a carne bovina costuma ser vendida na maior parte dos países por US$ 40 a US$ 50 a arroba (15kg), de R$ 170 a R$ 212. A arroba em Barretos (SP) está em R$ 226. Segundo a ministra, todos os principais produtores tiveram alta de preços no mercado interno –a mais acentuada foi no Uruguai.

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