terça-feira, janeiro 20, 2026

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As cores das paredes podem influenciar a sensação térmica da sua casa?

Da sala à fachada, a escolha das cores pode interferir não apenas no conforto visual, mas na forma como sentimos o calor no dia a dia

São Paulo, janeiro de 2026 – O verão chegou com previsão de altas temperaturas em boa parte do país. E, enquanto os termômetros insistem em subir, o ritual se repete dentro das casas: ventilador e ar-condicionado ligados, janelas abertas, gelo no copo. Ainda assim, o calor parece não dar trégua. Mas e se parte desse desconforto tivesse relação com algo bem mais simples — e permanente — do que a previsão do tempo? Spoiler: as paredes entram nessa história.

Não é impressão: as cores influenciam, sim, a forma como percebemos a temperatura dos ambientes. Tons claros e frios tendem a transmitir uma sensação visual de frescor, enquanto cores muito escuras ou quentes podem tornar os espaços mais carregados, mesmo quando a temperatura real não se altera.

Com isso em mente, a Suvinil — referência em tintas decorativas e atenta ao jeito de morar do brasileiro — selecionou cores que ajudam a amenizar a percepção de calor nos ambientes.

Paredes em Branco Neve ajudam a refletir melhor a luz e criam uma atmosfera visualmente mais leve e arejada | Projeto: Cafofo do Dani | Foto: Derek Fernandes

No caso do branco, a explicação passa pela física: superfícies claras refletem mais a luz e absorvem menos energia do que tons escuros. Com isso, há menor retenção de calor nas paredes e uma sensação visual mais leve e iluminada. O efeito é sutil, mas perceptível,  o ambiente parece mais arejado e confortável, sobretudo quando há boa entrada de luz natural e uma decoração de linhas mais leves.

“O branco funciona muito bem no verão, mas o mais interessante é como ele serve de base para o restante do projeto. Ele potencializa a luz natural, valoriza texturas e permite brincar com tecidos, móveis e plantas sem sobrecarregar o ambiente. Quadros coloridos harmonizam muito bem nessa base mais branca, trazendo cor e alegria para as paredes, mas mantendo a cor principal mais fresca e suave. Em climas quentes, esse equilíbrio visual ajuda a casa a ‘respirar’ melhor”, comenta a arquiteta  Natalia Salla.

No quarto, a combinação de Papel Picado e Barbante cria uma base clara | Projeto: Vanessa Ribeiro | Foto: Thiago Travesso

Para quem busca a sensação de frescor, mas prefere ir além do branco, há boas alternativas. Tons claros e bem dosados também contribuem para ambientes visualmente mais leves e agradáveis, desde que preservem a luminosidade e não comprometam a percepção de amplitude. Quando bem escolhidas, essas cores ajudam a criar espaços mais equilibrados, arejados e confortáveis,  mesmo nos dias mais quentes.

É o caso deste quarto, pintado com Papel Picado e Barbante, dois tons suaves que funcionam como neutros quentes. A combinação traz aconchego sem pesar, reflete bem a luz natural e mantém o espaço visualmente leve. O resultado é um ambiente confortável e arejado, que comprova que é possível, sim, amenizar a sensação de calor com cor, fugindo do branco absoluto.

Na sala, o azul claro Rio Danúbio cria um clima sereno e visualmente mais fresco, equilibrando conforto e luminosidade | Projeto Duda Senna | Foto: Duda Senna

As cores frias também são aliadas quando a proposta é trazer mais conforto visual para os dias quentes. Azuis suaves, como o Rio Danúbio, ajudam a criar uma atmosfera tranquila e equilibrada, associada à água e ao céu. Em versões claras, esses tons preservam a luminosidade do espaço e reforçam a sensação de leveza.

“No Brasil, pensar em conforto visual não é uma decisão pontual, ligada a uma estação específica. Como o calor faz parte da rotina em muitas regiões, cores mais claras e equilibradas ajudam a criar espaços agradáveis ao longo do ano, independentemente da época. A pintura entra como uma escolha de longo prazo, que impacta o dia a dia. Mantendo a base mais branca e trazendo toques de azul, por exemplo, é uma ótima alternativa para trazer frescor para casa, principalmente nos tons mais suaves”, explica Natalia.

Na fachada, os tons claros de Jambo e Marfim Nobre equilibram uma cromática quente e ajudam a manter a leitura visual leve e confortável ao longo do dia | Projeto: Leila Viegas | Foto: Leila Viegas

Essa lógica não se limita aos espaços internos. A cor da fachada também influencia a forma como o calor é percebido na casa como um todo. Superfícies externas recebem sol direto ao longo do dia e, quando pintadas em tons claros, refletem mais luz e acumulam menos energia do que cores escuras. Mesmo dentro de uma paleta quente, optar por versões mais luminosas ajuda a reduzir a sensação de peso térmico e torna áreas externas e de transição mais agradáveis no uso cotidiano.

Nesta fachada, Jambo e Marfim Nobre aparecem em uma combinação suave, que adiciona cor sem sobrecarregar a leitura do espaço. O resultado é uma casa visualmente equilibrada, funcional no dia a dia e em sintonia com o clima brasileiro.

“No fim das contas, a cor muda tudo: transforma a leitura do espaço, a sensação de conforto e a forma como a casa é vivida no cotidiano. É uma escolha simples, mas com impacto real na experiência de morar”, diz Sylvia Gracia, gerente de marketing, cor e conteúdo da Suvinil.

Quais cores evitar se você quer manter a casa fresca

Quando a ideia é preservar uma leitura mais leve, algumas escolhas pedem cautela. Tons muito escuros como preto, grafite, marrom fechado e azul-marinho, absorvem mais energia e tendem a intensificar a sensação de peso nos ambientes. Isso vale para cores muito saturadas, especialmente em grandes áreas, como vermelhos profundos, laranjas vibrantes e amarelos fechados. Isso não significa que essas cores precisem ser descartadas, mas usadas com moderação, em detalhes ou pontos específicos.

Dicas bônus

Além da pintura, pequenos ajustes ajudam a reforçar o conforto no dia a dia: tecidos leves como algodão e linho, cortinas claras que filtram a luz sem escurecer os espaços, boa circulação de ar e uso equilibrado da iluminação artificial. Plantas também contribuem para uma atmosfera mais agradável. São escolhas simples que, combinadas, fazem diferença na forma como a casa é percebida ao longo do ano.

“Quando a cor tem mais branco na composição, ela reflete melhor a luz e absorve menos energia. Isso ajuda a criar espaços visualmente mais leves e agradáveis no dia a dia. Em um país quente como o Brasil, essa é uma escolha simples que faz toda diferença”, finaliza a arquiteta.

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