sexta-feira, junho 14, 2024

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86% das pessoas com mais de 60 anos afirmam sofrer preconceito do mercado de trabalho

Estudo recente revelou a persistência da discriminação contra profissionais mais experientes, que enfrentam maiores desafios no processo de recrutamento e seleção

Mature entrepreneur taking notes on notebook working in home office. Elderly woman in home living room using moder technoloy laptop for communication sitting at desk indoors.

Segundo dados da pesquisa Oldiversity®, conduzida pelo Grupo Croma, 86% da população acima dos 60 anos afirma já ter enfrentado algum tipo de preconceito em relação ao mercado de trabalho, independentemente de suas habilidades e experiências. 41% entre aqueles com 60 anos ou mais têm a expectativa de que as empresas deveriam aumentar os investimentos na contratação de pessoas mais experientes. Este percentual é até um pouco maior na opinião do total das pessoas entrevistadas na pesquisa (45%).

Essa situação se agravou durante a pandemia de Covid-19, principalmente, entre o último trimestre de 2019 e o ano de 2020, no qual cerca de 800 mil profissionais 60+ foram demitidos ou ficaram desocupados e à procura de trabalho de acordo com dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Um dos motivos que refletem essa percepção de aumento no preconceito é o fato de os mais velhos terem sido considerados um grupo de risco durante a pandemia de Covid-19, é o que explica o CEO do Grupo Croma e idealizador do estudo Oldiversity®, Edmar Bulla: “A crise sanitária fez com que as desigualdades sociais fossem ainda mais evidentes, principalmente no mercado de trabalho, afetando os idosos durante esse período e que trazem consequências até o momento por serem rotulados como grupo de risco, reforçando a discriminação.”

Por mais que a existência do preconceito na contratação de pessoas com mais de 60 anos seja um consenso entre a população, surpreendentemente, o público dessa faixa etária demonstra maior percepção de independência do que a média da população, desmentindo o mito de que não estão aptos para o trabalho na era digital.

Porém, o cenário de empregabilidade já está afetando também trabalhadores na faixa dos 50 anos. Segundo levantamento da pesquisa “Etarismo e Inclusão 2023”, da consultoria de recrutamento e inovação Robert Half, 70% das empresas contratam muito pouco ou nenhum profissional com mais de 50 anos, público que representa apenas 5% da força de trabalho das empresas brasileiras, evidenciando a prevalência do etarismo nos processos de recrutamento e desenvolvimento profissional.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estática), a população acima dos 50 anos representa mais de 25% da população e 22% da força de trabalho no Brasil. Porém, apenas 5,6% das empresas afirmaram ter contratado profissionais nessa faixa etária na mesma proporção (25%).

“Por mais que o despertar das empresas para a inclusão esteja acontecendo, a velocidade dessa conscientização ainda é lenta, resultando em exclusão e dificuldades significativas para os mais experientes e idosos se manterem no mercado de trabalho”, afirma o CEO do Grupo Croma.

Diante desse panorama, especialistas enfatizam a necessidade urgente de ações concretas, campanhas educacionais e ferramentas eficazes para promover a inclusão produtiva de talentos sêniores. A longevidade não pode ser sinônimo de exclusão, e é essencial sensibilizar lideranças e capacitar profissionais de recursos humanos para construir ambientes de trabalho inclusivos para todas as idades.

“As vagas afirmativas para pessoas com mais de 60 anos não apenas promovem a diversidade, mas também trazem uma riqueza de experiência, sabedoria e maturidade para as equipes. Contratá-las pode enriquecer o ambiente de trabalho, além de promover uma cultura organizacional mais inclusiva e respeitosa para todas as gerações”, diz Amanda Diaz, CPO da consultoria de tecnologia keeggo.


Sobre o estudo Oldiversity®: para contemplar a pesquisa, o Grupo Croma realizou 2 mil entrevistas, em todo o Brasil, utilizando painel on-line, com cotas específicas considerando idade, gênero, classe social, diferentes raças, orientação sexual e PcDs.

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