segunda-feira, maio 27, 2024

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40% das conselheiras preferem desistir do cargo se seu trabalho não for transformador, diz estudo da Korn Ferry

Os membros de conselhos estão se adaptando cada vez mais às transformações para acompanharem as novas tendências e culturas das empresas que buscam constante evolução em seus negócios. Esse desenvolvimento profissional é ainda mais crítico e relevante para o gênero feminino que, ainda, enfrenta desafios de representação se comparado aos homens que ocupam grande parte das cadeiras.

Pensando em compreender melhor isso, a consultoria global de gestão organizacional, Korn Ferry, ao lado da Women Corporate Directors (WCD) Brasil pesquisaram com profundidade questionamentos pessoais e profissionais de diversos grupos de mulheres conselheiras para descobrir a importância do papel feminino nessa profissão. O resultado foi um estudo capaz de traçar o Perfil das Conselheiras no país.

O primeiro dado traz à tona a confirmação de que as conselheiras trabalham com propósitos e respeitam muito seus anseios profissionais acima de tudo. O estudo revelou que 40% das mulheres preferem desistir da posição que estão se percebessem que suas transformações não teriam impacto positivo nas organizações.

O propósito feminino nesta profissão é visivelmente comprovado já que 59% das entrevistadas têm como maior motivação para ser conselheira o poder de exercer influência para a transformação das organizações, e 58% orgulham-se das modificações organizacionais que têm tido a oportunidade de participar como conselheira. 

A líder de Transformação Organizacional na Korn Ferry, Adriana Rosa, explica o papel dos conselhos e sua relevância quando está atrelado aos propósitos. “As conselheiras carregam consigo diversas habilidades comportamentais, cognitivas e emocionais, capazes de transformar qualquer desafio em oportunidade, ainda mais quando elas mesmas despertam um olhar crítico sobre diferentes temas”, relata.

O caminho para o conselho

O levantamento mostrou quais são os suportes, históricos e anseios para que as mulheres integrem as cadeiras desse grupo que é tão diverso e atento às melhorias das organizações. Apenas 12% afirmaram que desejavam seguir carreira nessa área, enquanto 27% mencionaram que receberam feedback sobre suas habilidades como motivação, e 33% expressaram que sua posição no C-level as impulsiona a serem conselheiras.

Em meio às possibilidades de ascensão de carreira, seja nacional ou fora do país, 85% das entrevistadas conseguiram ocupar as posições de cargo C-level pelas quais passaram e somente 34% das conselheiras tiveram experiência internacional e oportunidade de serem transferidas para morarem no exterior a pedido de trabalho.

Desafios

O material elaborado pela Korn Ferry, por meio de sua pesquisa feita com 270 mulheres e 70 homens, foi a fundo para entender os obstáculos que as conselheiras enfrentam. Por meio da análise foram identificados três desafios, sendo vieses (52%), networking (25%) e a experiência profissional (13%). 

Para a líder de Prática de Transformação da consultoria, Adriana Rosa, esses obstáculos não podem ser deixados de lado e a atenção deve ser em dobro para melhor aperfeiçoamento da carreira. “O networking, por exemplo, é um desafio para as mulheres se comparado aos homens conselheiros. Isso, porque, a forma de relacionamento para construir uma rede de contatos sofre com os resultados de um contexto social envolvendo questões de gênero carregados com vieses inconscientes, preconceitos e, até mesmo, a diferença de rotina entre ambos”, conta.

O levantamento também se debruçou para compreender qual foi a maior barreira para chegar na posição de conselheira. Em resposta, 52% das entrevistadas disseram que a demora para ter a primeira oportunidade é um empecilho, 17% não se julgavam boas os suficientes para ocuparem a posição e 8% tiveram dificuldades para adquirir as experiências necessárias para o cargo. 

A visão masculina

A pesquisa converso

u com alguns conselheiros para entender a opinião sobre a presença feminina nesta profissão e, dentre os principais resultados, os dados trouxeram uma provocação. Quando foram questionados: “como você avalia a atuação das mulheres em posições de conselho?”, em resposta, 55% dos homens acreditam que seja boa, apenas 39% deles avaliam como ótima e 6% de maneira regular. 

Atributos

Na apresentação da pesquisa, foi feita uma comparação entre os sete atributos chaves de conselheiros, estabelecidos de acordo com a base de dados da Korn Ferry (em verde) com as respostas das entrevistas na pesquisa atual sobre a sua autopercepção (em preto). Os resultados estão abaixo:

– Construir confiança | 92% demonstram coerência entre palavras e ações;

– Promover colaboração | 76% promovem colaboração com outros stakeholders;

– Diversificar opiniões | 69% criam ambiente onde diferenças são valorizadas;

– Simplificar o complexo | 64% são capazes de liderar questões complicadas e transmitir mensagens diretamente;

– Construir consenso | 58% atuam de forma proativa para solucionar conflitos;

– Poder de síntese | 54% sintetizam informações, experiências e opiniões para definir rota;

– Pensamento estratégico | 51% são capazes de mudar abordagem para atender demandas específicas;

“Um conselho para todas as mulheres que desejam seguir a carreira ou se desenvolver ainda mais, é que elas invistam em especialização, em sua rede de contatos e, automaticamente, criem parcerias inovadoras. Além disso, é importante que se capacitem cada vez mais, tenham habilidades de governança atualizadas, sejam ativas nas agendas de conselhos, e principalmente, que possam ir além das pautas já esperadas sobre DE&I.”, finaliza a líder de Prática e Transformação da Korn Ferry, Adriana Rosa. 

Sobre a Korn Ferry

A Korn Ferry é uma empresa global de consultoria organizacional que ajuda seus clientes a alinhar estratégia e talento, impulsionando, assim, um desempenho superior. Apoia diretamente as organizações desenhando as suas estruturas, funções e responsabilidades e as auxiliam a contratar as pessoas certas para colocar sua estratégia em ação. Além disso, as orientam em como recompensar, desenvolver e motivar os seus colaboradores.

Mais de 10.000 colegas atendem clientes em mais de 50 países. Presente nos Emirados Árabes, Europa, África, América do Norte, América Latina e Ásia, a Korn Ferry conta com mais de 100 escritórios ao redor do mundo, e desenvolve pesquisas exclusivas sobre liderança, comportamento empresarial, mercado de trabalho, recursos humanos e outros temas.

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